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Decisão de reajuste dos PFs e fundão turbinado está nas mãos de Bolsonaro

Presidente tem até esta sexta-feira para sancionar o Orçamento de 2022 e precisa decidir entre atender aliados ou ouvir a equipe econômica

Por Victor Irajá Atualizado em 21 jan 2022, 16h46 - Publicado em 21 jan 2022, 10h44

Depois de sinalizar que vai voltar atrás no aumento para policiais e agentes federais, o presidente Jair Bolsonaro tem até esta sexta-feira, 21, para sancionar o Orçamento de 2022. Como prevê a máxima do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), “quem quer agradar a todos não agrada a ninguém”. O pior, no caso do poder público, é tentar agradar a muito poucos. O presidente tem o desafio de enxugar o texto em 9 bilhões de reais, para recompor despesas subestimadas pelo Congresso Nacional na construção da previsão orçamentária.

Em ano eleitoral, o presidente foi pressionado a aumentar o fundo público que apossa recursos para os pleitos, hoje em 5,7 bilhões de reais. O custo estimado para o aumento das categorias de apoio a Bolsonaro — policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários —, de 1,7 bilhão de reais, virou motivo de disputa entre a ala política e a equipe econômica. Enquanto ministros lotados no Palácio do Planalto sopravam aos ouvidos do presidente pela necessidade de conceder aumentos a todo o funcionalismo público, o ministro da Economia, Paulo Guedes, entrou em uma verdadeira guerra (interrompendo até mesmo as férias) para demover Bolsonaro da ideia.

O ministro argumentou ao presidente que os aumentos generalizados seriam viáveis em um contexto cuja reforma administrativa estivesse aprovada. No Palácio do Planalto, comenta-se que o presidente fazia pressão para conceder um aumento de 10% para todos os servidores, ao custo de 30 bilhões de reais, e encontrava resistência em Guedes. “Um reajuste generalizado hoje é uma falta de compromisso com o combate à inflação, com a responsabilidade fiscal, com as futuras gerações”, ressaltou ele ao presidente. Guedes alertou o presidente sobre as pressões que viriam.

Ele avisava que o aumento a categorias específicas aumentaria o apetite de outros setores do funcionalismo por reajustes. O resto é história. Servidores da Receita Federal e do Banco Central vêm movimentando-se para morder um naco do Orçamento deste ano. Para fazer Bolsonaro desistir do aumento, Guedes afirmou que assumia o desgaste político. “Bota a culpa em mim. O ministro da Economia não pode parecer bonzinho”, repetiu ele a Bolsonaro. A ver se o presidente o escutou.

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