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Após alta a R$ 4,26, Bolsonaro diz que torce para que o dólar caia

Moeda opera em forte alta, encostando nos R$ 4,27, após bater recorde na véspera; Guedes diz que brasileiro deve se acostumar com patamar alto da moeda

Por da Redação - Atualizado em 26 nov 2019, 11h10 - Publicado em 26 nov 2019, 10h59

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 26, que torce para que o dólar caia mas acata a posição defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o câmbio. Em entrevista em Washington na véspera, Guedes afirmou que não está preocupado com a alta do dólar, que na segunda-feira chegou a 4,22 reais. Guedes disse ainda que o país precisará se acostumar com uma taxa de juros mais baixa e um dólar mais alto.

“Vi, ouvi e se ele falou está falado”, disse Bolsonaro ao ser perguntado se havia visto as declarações de seu ministro, ao sair do Palácio da Alvorada nesta manhã. Nesta terça, a moeda opera em forte alta. Por volta das 10h50, a moeda chegou aos 4,267, alta de 1,22%, recorde intradia.

“Espero que caia, torço, torço para que caia a taxa Selic, que aumente nossa credibilidade diante do mundo, agora a economia, é como eu disse, eu sou técnico de futebol. Quem entra em campo são os 22 ministros. Paulo Guedes está jogando na economia”, acrescentou o presidente.

Bolsonaro disse que há prós e contras no fato de a moeda norte-americana estar alta, mas não chegou a apresentar quais seriam os benefícios e os prejuízos do aumento do dólar. Na semana passada, Bolsonaro já havia declarado que gostaria de ver o dólar abaixo de 4 reais, mas atribuiu a alta a fatores externos, como a disputa comercial entre China e Estados Unidos.

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(Com Reuters)

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