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Bolsas reagem bem à declaração de Bernanke

BM&FBovespa, Dow Jones e Nasdaq abrem em alta após Fed demonstrar esforço para garantir a estabilidade da economia americana

As palavras do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, em discurso que ocorre nesta manhã nos EUA, garantiram a abertura em alta da bolsa de valores de São Paulo. Ao afirmar que as evidências são de que as compras de ativos têm se mostrado eficientes, o banco central americano deixa claro que segue firme na árdua tarefa de manter a economia dos EUA nos trilhos. Às 10h26 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,48%, para 72.039 pontos.

Nos EUA, o cenário é parecido. Às 10h34 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,32% aos 11.129,44 pontos; o Nasdaq registrava alta de 1,05% para 2.460,72 pontos e o S&P 500 avançava 0,54% aos 1.180,12 pontos. Os índices futuros de ações reagiram positivamente às considerações da autoridade monetária e também aos indicadores econômicos melhores sobre vendas no varejo em setembro e sobre a atividade industrial em Nova York. Ao mesmo tempo, a pressão menor do que a esperada no índice de preços ao consumidor dos EUA em setembro reforçou a perspectiva de Bernanke tomar uma atitude para frear os atuais desequilíbrios da economia.

Dados econômicos – Também nesta manhã foram anunciados novos números sobre a economia dos EUA. Do lado da inflação, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em setembro ante agosto, ficando levemente abaixo da previsão de alta de 0,2%. Já o índice de atividade de Nova York subiu para 15,73 em outubro, bem acima da expectativa de avanço para 6. As vendas no varejo norte-americano cresceram pelo terceiro mês seguido em setembro (alta de 0,6%), ante uma previsão de aumento de 0,4%.

Diante dos dados, os analistas não descartam uma realização de lucros na Bovespa ao longo do dia. “Uma realização de lucros é possível e seria até saudável, mas não tira a tendência positiva da Bovespa no curto prazo”, diz o economista Antônio Cesar Amarante, da Senso Corretora.

Cenário político – Os investidores também se agitam a cada nova pesquisa sobre a corrida ao Palácio do Planalto, com a diminuição da vantagem da candidata Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB). Segundo analistas, as ações mais sensíveis à disputa são as de construtoras e as de estatais. Segundo Amarante, “ninguém esperava um empate técnico entre os dois candidatos e o mercado passa a avaliar uma eventual mudança na filosofia da condução política brasileira”.

(Com Agência Estado)