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Bolsas europeias fecham em queda, lideradas por Madri e Milão

Mercados não abandonam pessimismo em dia de leilão de títulos franceses

Por Da Redação 5 jan 2012, 14h29

As principais bolsas europeias encerraram as sessões desta quinta-feira com fortes quedas, lideradas por Milão e Madri, com as ações de bancos sendo mais uma vez destaque nos recuos.

O principal índice da Bolsa de Milão, o FTSE MIB, recuou 3,65%, aos 14.767 pontos, derrubado pelos temores dos investidores sobre o estado dos bancos, em particular o UniCredit, que perdeu 17,27%, fechando aos 4,48 euros depois da queda de 14% de quarta-feira.

Na mesma linha, o Banca Popolare di Milano perdeu 10,74%, aos 0,2735 euros, o UBI Banca baixou 8,90%, a 2,928 euros, e o Intesa Sanpaolo recuou 7,33%, aos 1,189 euros. A Bolsa de Madri também sofreu uma contundente queda, com o IBEX 35 perdendo 2,94% para fechar aos 8.329,6 pontos, também derrubado por valores bancários.

O Santander, banco número um da zona do euro por capitalização, recuou 4,51%, aos 5,529 euros, enquanto que o BBVA perdeu 5,03%, aos 6,3 euros. Em Paris, o índice CAC 40 perdeu 1,53%, afetado também pelos papeis bancários, que perderam em média 5%, para fechar aos 3.144,91 pontos.

O índice FTSE-100 dos principais valores da Bolsa de Londres perdeu 44,19 pontos (-0,78%) para fechar aos 5.624,26 pontos.

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Em Frankfurt, o DAX limitou as perdas ao final da sessão para fechar em queda de 0,25%, aos 6.095,99 pontos, com os papeis de bancos em forte queda devido aos rumores sobre um aumento de capital do Deutsche Bank, que perdeu 5,60%, a 27,97 euros. O Commerzbank perdeu 4,45%, fechando a 1,22 euro.

Títulos franceses não ajudam – O mercado financeiro não se tranquilizou nesta quinta-feira nem mesmo após o bem-sucedido leilão de títulos da França. O país vendeu nesta quinta-feira 7,963 bilhões de euros em bônus do governo, conhecidos como OAT, perto do teto da faixa pretendida, que ia de 7 bilhões de euros a 8 bilhões de euros. Foram vendidos títulos com quatro diferentes vencimentos, sendo que dois deles ofereceram yield (retorno ao investidor) mais alto do que no leilão anterior e os outros dois ofereceram yield mais baixo.

Os bônus com vencimento em outubro de 2021 tiveram yield médio de 3,29%, acima de 3,18% no leilão de 1º de dezembro, e os com vencimento em abril de 2041 tiveram yield de 3,97%, em comparação com 3,94% no mesmo leilão. Já o yield dos papéis com vencimento em outubro de 2023 caiu para 3,50%, de 3,63% no leilão de 1º de junho, e o dos títulos para 2035 diminuiu para 3,96%, de 4,14% em 4 de fevereiro de 2010.

A demanda atraída pelo leilão foi alta, somando 14,956 bilhões de euros. Foram vendidos 4,02 bilhões de euros em bônus de nove anos, 690 milhões de euros em bônus de 11 anos, 1,088 bilhão de euros em bônus de 23 anos e 2,165 bilhões de euros em bônus de 29 anos. No entanto, os mercados reagiram com cautela. “No geral foi um leilão com resultados decentes, mas provavelmente em linha com as expectativas aparentemente positivas anteriores à operação”, comentaram analistas do Rabobank.

“Porém, dado ao claro risco de um iminente aumento nas tensões dos mercados à medida que um resgate de dívida entre fevereiro e abril pela Itália se aproxima, a venda de hoje deve ser vista como uma batalha bem sucedida, em vez de uma determinação para o fim da guerra”, acrescentaram.

(Com agência France-Presse e Agência Estado)

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