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Bolsas europeias fecham em queda com furacão Sandy

Negócios na Bolsa de Nova York ficarão suspensos até quarta-feira por furacão. Última vez que o pregão físico foi suspenso devido a um fator climático foi em setembro de 1985

Por Da Redação - 29 out 2012, 16h07

As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, em meio ao baixo volume de negociação em função do fechamento dos mercados nos Estados Unidos, forçado pela passagem do furacão Sandy. Os receios com os prejuízos causados pela tempestade também derrubaram as ações de seguradoras europeias. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,39%, fechando a 269,46 pontos.

Em Londres (Grã-Bretanha), o índice FTSE caiu 0,20%, fechando a 5.795,10 pontos. Segundo um trader, o volume de negociação ficou 32% abaixo da média em 20 dias. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, teve queda de 0,40% e fechou a 7.203,16 pontos. As seguradoras Munich RE e Hannover RE perderam 2,01% e 2,61%, respectivamente.

Na Bolsa de Paris (França), o índice CAC 40 registrou retração de 0,76%, fechando a 3.408,89 pontos. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão (Itália), caiu 1,51% e fechou a 15.349,12 pontos. Já em Madri (Espanha), o IBEX 35 recuou 0,60% e terminou a sessão a 7.728,60 pontos. E o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa (Portugal), teve queda de 0,84%, fechando a 5.345,65 pontos.

Transtornos – Segundo o Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, o furacão Sandy deve chegar em terra firme nesta noite ou madrugada da terça-feira, em Nova Jersey. A passagem da tormenta levou à interrupção do tráfego nas principais vias, à retirada de moradores de zonas costeiras e causou ao cancelamento de mais de 7,4 mil voos.

O furacão também está em rota de colisão com dois outros sistemas climáticos e pode causar uma “supertempestade” com potencial de atingir uma área de 1,2 mil quilômetros de extensão, da Costa Leste até os Grandes Lagos. A última vez que o pregão físico da Bolsa de Nova York foi suspenso devido a um fator climático foi em setembro de 1985, quando o furacão Glória passou pela cidade, informa um comunicado da própria bolsa. Entre 11 e 14 de setembro de 2001, a Bolsa ficou fechada por causa dos atentados terroristas.

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A passagem do furacão manterá os mercados fechados na terça-feira e já causou o adiamento de alguns indicadores e eventos previstos para o resto da semana. Na Europa, o fim do horário de verão alterou o funcionamento das bolsas, que agora encerram às 14h30 (horário de Brasília), em sua maioria.

Mais influências – Mais cedo, notícias ruins da Espanha voltaram a pressionar o sentimento dos investidores. Além de os yields (retorno aos investidores) dos bônus de Espanha e Itália continuarem subindo, as vendas no varejo espanhol tiveram uma queda recorde de 10,9% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, se encontrou com o premiê italiano, Mario Monti, e ambos asseguraram que não têm planos de pedir um pacote de resgate.

Mas as bolsas reduziram as perdas após a divulgação de indicadores positivos nos EUA. O Departamento de Comércio informou que os gastos dos consumidores aumentaram 0,8% em setembro, enquanto a renda pessoal avançou 0,4%. A previsão dos economistas era de alta de 0,6% dos gastos e aumento de 0,4% da renda. Já o Fed de Dallas divulgou que seu índice de atividade das empresas subiu para 1,8 em outubro, ante -0,9 em setembro.

“Após os balanços corporativos decepcionantes nos EUA este mês, esse último problema (o furacão Sandy) deve pressionar ainda mais os volumes de negociação. Outubro provavelmente terá o terceiro menor volume este ano”, comenta Matthew Nelson, da Spreadex.

(com Estadão Conteúdo)

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