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Bolsas europeias fecham em leve queda

As bolsas europeias fecharam em leve baixa nesta terça-feira devido a temores sobre a recuperação econômica e a saúde dos bancos europeus. O ritmo da baixa foi reduzido no final da sessão, com a divulgação de dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos.

A Bolsa de Paris fechou com queda de 0,13%, com o índice CAC 40 a 3.503,08 pontos. Recuperou assim quase integralmente as perdas da manhã, em parte graças aos indicadores sobre a vitalidade da indústria americana.

Em Londres, o mercado foi afetado pela queda das ações do grupo petroleiro BP, depois do fracasso, durante o fim de semana, de sua nova tentativa de frear o vazamento de petróleo no Golfo do México. Como as bolsas de Londres e Nova York fecharam na segunda-feira (em função de feriado no Reino Unido e nos Estados Unidos), a sessão desta terça foi a primeira sofrer impacto desse anúncio. Assim, a Bolsa londrina encerrou o dia com recuo de 0,48%.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt foi uma das exceções e encerrou com leve alta de 0,28%, para 5.981,27 pontos, beneficiando-se do indicador tranqüilizador sobre a indústria dos EUA.

A Bolsa de Madri continua sofrendo as conseqüências do rebaixamento por parte da agência de classificação de risco Fitch da nota de sua dívida soberana. O índice Ibex-35 dos principais papéis da bolsa espanhola perdeu 59,7 pontos (0,64%) e ficou em 9.299,7 pontos no final da sessão.

As ações dos principais bancos espanhóis, Santander (-1,48%, 8,20 euros) e BBVA (-1,43%, 8,39 euros), amargaram perdas, bem como as da petroleira Repsol (-0,51%, 16,49 euros). Por outro lado, o líder das telecomunicações, Telefônica, encerrou com ganhos de 0,29% (15,61 euros), longe da companhia aérea Ibéria, que liderou as altas com 4,20% (2,33 euros).

Alerta do BCE – “A zona do euro continua recebendo mais má notícias”, declarou à AFP o analista da IG Index, David Jones. A maior delas foi a publicação na segunda-feira do relatório semestral do Banco Central Europeu (BCE) sobre a estabilidade financeira, na qual a instituição estima que os bancos da zona do euro poderão ser obrigados a contabilizar novas depreciações de ativos no valor de 195 bilhões de euros antes do fim de 2011.

Além disso, a taxa de desemprego da zona do euro aumentou um décimo em abril na comparação com março, ficando em 10,1% da população ativa, o que supõe um novo recorde desde a criação em 1999 desse grupo integrado atualmente por 16 países, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira.

Na Ásia, Tóquio encerrou em baixa de 0,58% e Hong Kong, de 1,36%.

(com AFP)