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Bolsas em NY fecham sem direção comum

Por Gustavo Nicoletta

Nova York – Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam sem direção comum, recebendo suporte de dados que mostraram uma forte recuperação na confiança do consumidor norte-americano em novembro, mas pressionados por receios com a situação fiscal dos países europeus.

Hoje os ministros de Finanças da zona do euro reuniram-se em Bruxelas para acertar os detalhes da reforma na Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), o fundo de resgate do bloco, e também para decidir se liberariam a nova parcela de auxílio à Grécia. Até o fechamento das bolsas norte-americanas, fontes afirmavam que os ministros aprovaram a ajuda aos gregos e que ainda nesta terça-feira seriam apresentadas as linhas gerais da reforma na EFSF.

“Em geral temos um rali quando há anúncios sobre planos de resgate na Europa”, disse Ben Halliburton, executivo-chefe de investimentos da Tradition Capital Management. “Isso dura alguns dias e depois passa. A verdade é que a Europa está endividada demais para ser resgatada por qualquer um, exceção feita ao Banco Central Europeu, que pode liquidar a dívida por meio de um amplo afrouxamento monetário.”

“Eu não estou virando cambalhotas”, disse Chip Cobb, vice-presidente da Bryn Mawr Trust Asset Management. “Ainda defendo que enquanto não tivermos qualquer tipo de resolução sobre a Europa, não haverá sustentabilidade” para o atual rali.

A postura cautelosa em relação à Europa foi compensada pelo fato de o índice de confiança do consumidor dos EUA medido pelo Conference Board ter saltado para 56,0 em novembro, de 40,9 em outubro, superando a expectativa de analistas, que previam uma leitura de 45,0. “O relatório de confiança do consumidor, aliado aos números de venda da Black Friday, mostram que, em termos econômicos, não vamos afundar tanto”, disse Maury Fertig, executivo-chefe de investimentos da Relative Value Partners.

O Dow Jones subiu 32,62 pontos, ou 0,28%, para 11.555,63 pontos, puxado por componentes como Home Depot (+5,39%) e Coca-Cola (+2,41%). O Nasdaq caiu 11,83 pontos, ou 0,47%, para 2.515,51 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 2,64 pontos, ou 0,22%, para 1.195,19 pontos.

Entre os destaques da sessão, a ação da AMR – controladora da American Airlines – fechou em baixa de 83,95%, a US$ 0,26, depois de a companhia ter pedido concordata. A empresa continuará funcionando normalmente, mas vai reestruturar sua dívida. A American Airlines foi a única grande companhia aérea dos EUA que não teve lucro no ano passado.

A Tiffany fechou em baixa de 8,69% depois de divulgar uma previsão de lucro menor que a esperada para o atual trimestre. A Transocean perdeu 9,38% depois de anunciar que venderá 26 milhões de ações ordinárias ao público. As informações são da Dow Jones.