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Bolsas dos Brics farão listagem cruzada de derivativos

Por Da Redação 12 out 2011, 13h01

SÃO PAULO (Reuters) – As bolsas de valores do Brasil, Rússia, Índia, Hong Kong e África do Sul anunciaram nesta quarta-feira em Johanesburgo a criação de listagens cruzadas de derivativos de índices.

Posteriormente, o grupo desenvolverá produtos para acompanhar as bolsas dos Brics.

A iniciativa reúne, além da BM&FBovespa, a Micex russa, a National Stock Exchange of India, a Hong Kong Exchange –como representante chinês inicial–, e a Johannesburg Stock Exchange, segundo comunicado da bolsa brasileira.

Além disso, a NSE e a BSE Ltd. (ex-Bombay Stock Exchange) já assinaram cartas de apoio e vão aderir à aliança após a finalização de algumas pendências.

“As sete bolsas têm uma capitalização bursátil combinada de 9,02 trilhões de dólares, um volume financeiro diário médio de 422 bilhões de dólares e 9.481 empresas abertas”, disse a BM&FBovespa.

Durante a 51a reunião anual geral da WFE (World Federation of Exchanges), o presidente da Hong Kong Stock Exchange e da WFE Ronald Arculli, disse que “esta iniciativa foi inspirada pelo relacionamento próximo entre as bolsas de valores dos países Brics, por meio do qual os investidores globais ganharão acesso aos derivativos de índices de ações que agora serão cotados nas moedas locais destas bolsas.”

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Estas listagens cruzadas ocorrerão até junho de 2012, segundo o executivo.

Além de medir o desempenho dos mercados, os índices também servem como base para outros produtos financeiros, inclusive Exchange Traded Fund (ETFs).

“Para a segunda fase do acordo, as bolsas concordaram em trabalhar juntas no desenvolvimento de produtos novos para listagens cruzadas nestas bolsas”, explicou Russell Loubser, diretor-presidente da sul-africana JSE.

Além disso, a segunda fase também incluirá o desenvolvimento de produtos que oferecem acesso às empresas listadas em todas as bolsas da aliança.

“Depois disso, acontecerá a listagem cruzada destes produtos e sua negociação em moeda local”, disse Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBovespa. “Os produtos também permitirão que os investidores acessem outros mercados em desenvolvimento por meio de um produto listado local.”

A terceira fase pode incluir o desenvolvimento de produtos e a cooperação com mais tipos de ativos de serviços, completou a bolsa brasileira.

(Por Carolina Marcondes; Edição de Roberto Samora)

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