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Bolsas de NY sobem com confiança em ajuda à Grécia

Por Da Redação - 14 set 2011, 18h30

Por Gustavo Nicoletta

Nova York – Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em alta, diante de comentários de autoridades da Europa reforçando que a Grécia será auxiliada pelos demais países da região e não sairá da zona do euro. O Dow Jones subiu 140,88 pontos, ou 1,27%, para 11.246,73 pontos. O Nasdaq avançou 40,40 pontos, ou 1,60%, para 2.572,55 pontos. O S&P 500 teve ganho de 15,81 pontos, ou 1,35%, para 1.188,68 pontos.

Pela manhã, o Dow Jones chegou a cair mais de 100 pontos em meio à notícia de que o parlamento da Áustria teria rejeitado a proposta de ampliar o escopo da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês). Posteriormente, no entanto, autoridades disseram que o parlamento austríaco na verdade votou contra antecipar a decisão sobre esse assunto, o que devolveu a calma aos mercados.

A ampliação das funções da EFSF é uma das propostas apresentadas em julho pela União Europeia para combater a crise das dívidas soberanas da região. A derrota dessa proposta em qualquer um dos países do bloco colocaria em risco o plano arquitetado pelas autoridades. Posteriormente, o mercado voltou as atenções para uma teleconferência entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, durante a qual seria discutida a situação grega.

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“O mercado estava esperando por notícias que não fossem negativas e receberam isso, tirando o pequeno deslize da Áustria”, disse Dan Alpert, sócio-gerente da Westwood Capital. “Não há fundamentos ligados aos negócios” de hoje. Ele acrescentou que o mercado de bônus continua demonstrando preocupação com a Europa.

“Se você analisa a substância da discussão (entre os três países), eles dizem ter confiança que a Grécia não vai sair da União Europeia por causa dos comentários de Papandreou”, mas não dizem como isso será feito, disse Alpert.

“Hoje vimos um microcosmo do que passamos nas últimas semanas. Realmente é um mercado movido por rumores e não teremos clareza suficiente até que haja um plano concreto e específico”, disse John Canally, economista e estrategista-chefe de investimentos da LPL Financial. “Estamos em um daqueles ambientes de volatilidade sem novas informações.”

O setor de tecnologia ficou entre os destaques da sessão. A Intel subiu 1,73%, a International Business Machines (IBM) avançou 2,33% e a Microsoft fechou em alta de 1,77%. A Dell anunciou que aprovou um plano para recomprar o equivalente a US$ 5 bilhões em ações, isso antes mesmo de concluir um outro plano bilionário de recompra de ações que não está incluso na proposta divulgada hoje. As ações da empresa subiram 3,3%.

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Entre os indicadores divulgados hoje, as vendas no varejo de agosto ficaram estáveis em comparação ao mês anterior, decepcionando os analistas, que previam um aumento de 0,3%. Além disso, dados mostraram que os estoques das empresas norte-americanas em julho aumentaram menos do que o esperado na comparação com junho.

No mercado de Treasuries, os preços subiram na ponta mais longa – com respectivo movimento inverso dos juros -, refletindo a forte demanda observada em um leilão de T-bonds de 30 anos realizado mais cedo. A procura pelos papéis foi equivalente a 2,85 vezes o volume ofertado, de US$ 13 bilhões, superando a taxa média das últimas operações do tipo, de 2,49 vezes. No restante da curva, o desempenho foi misto.

No fim da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,295%, de 3,328% na terça-feira; o juro das T-Notes de dez anos estava em 2,002%, de 1,994%; o juro das T-notes de dois anos estava em 0,177%, de 0,212%. As informações são da Dow Jones.

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