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Bolsas de NY reagem a mudança no fundo de resgate

Por Da Redação - 18 out 2011, 17h57

Por Gustavo Nicoletta

Nova York – Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em alta puxados pelos papéis do setor financeiro em meio à notícia de que a França e a Alemanha concordaram em ampliar o poder de fogo do fundo de resgate europeu. Dados positivos sobre a confiança das construtoras também contribuíram para o avanço.

O Dow Jones subiu 180,05 pontos, ou 1,58%, para 11.577,05 pontos. O Nasdaq avançou 42,51 pontos, ou 1,63%, para 2.657,43 pontos. O S&P 500 teve ganho de 24,52 pontos, ou 2,04%, e fechou a 1.225,38 pontos.

“É uma surpresa agradável ver que o mercado está em boa forma”, disse Phil Orlando, estrategista de ações da Federated Investors. “Não estamos arrebentando em termos de balanços, mas vemos mais resultados superando expectativas do que decepcionando. A grande dúvida continua sendo a Europa. Qualquer rumor negativo vindo de lá pode virar esse mercado.”

Perto do encerramento do pregão, o jornal britânico Guardian afirmou, citando fontes diplomáticas, que a França e a Alemanha concordaram em modificar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), passando a tratar o fundo como uma entidade garantidora de empréstimos e adotando medidas para ampliar seu poder de fogo para US$ 2 trilhões.

A notícia desencadeou uma forte alta das ações em Nova York, mas foi refutada poucos minutos antes do fechamento das bolsas por uma fonte próxima às negociações sobre a EFSF. Segundo essa fonte, o debate sobre a alavancagem da EFSF ainda não terminou e “poderemos ter uma decisão sobre isso até a reunião de cúpula (da União Europeia, prevista para o final de semana) ou apenas um comunicado admitindo a necessidade de ampliar” o poder de fogo do fundo.

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“Parece que os eventos da zona do euro ofuscam todo o resto ultimamente”, disse Ted Weisberg, presidente da Seaport Securities. “Se a mensagem da Europa continuar positiva, será positivo para o mercado”, acrescentou.

Entre os destaques da sessão, a IBM caiu 4,12% depois de ter divulgado ontem, após o fechamento das bolsas norte-americanas, que sua receita no terceiro trimestre cresceu 7,8% em relação a um ano antes, para US$ 26,16 bilhões. O número ficou ligeiramente abaixo das expectativas de analistas, assim como o total de contratos de serviços assinados pela companhia durante o período.

O Bank of America anunciou que seu lucro do terceiro trimestre somou US$ 6,23 bilhões, resultado muito melhor que o prejuízo de US$ 7,3 bilhões registrado um ano antes e superior às estimativas do mercado. As ações do banco subiram 10,12%. O Goldman Sachs fechou em alta de 5,52%, mesmo tendo registrado um prejuízo de US$ 393 milhões no terceiro trimestre. A receita encolheu 60% em comparação ao mesmo período de 2010.

Os papéis da Coca-Cola perderam 0,39%. A companhia afirmou que seu lucro cresceu 8,1% no terceiro trimestre, acompanhado por um aumento de 45% na receita. A Johnson & Johnson teve ganho de 0,99%, mesmo depois de anunciar um declínio de 6,3% em seu lucro do terceiro trimestre, porque o resultado veio acima da previsão do mercado.

Mais cedo, a Associação Nacional das Construtoras de Imóveis (NAHB, na sigla em inglês) divulgou que seu índice sobre a confiança das construtoras norte-americanas subiu para 18 em outubro – o maior nível em 17 meses -, ante 14 em setembro. Isso deu impulso aos preços das ações de construtoras, como a Beazer Homes (+5,65%) e a Toll Brothers (+12,75%).

No mercado de Treasuries, os preços caíram, com respectivo movimento inverso dos juros, pressionados pelo apetite por risco que tomou conta do mercado no final do pregão. No final da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,168%, de 3,132% na segunda-feira; o juro das T-notes de dez anos estava em 2,170%, de 2,163%; o juro das T-notes de dois anos estava em 0,273%, de 0,273%. As informações são da Dow Jones.

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