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Bolsas de NY devem abrir em alta, com notícia sobre BCE

Por Da Redação 8 fev 2012, 11h34

Por Luciana Antonello Xavier, correspondente

Nova York – A notícia de que o Banco Central Europeu (BCE) fez concessões no que se refere aos bônus gregos que tem em mãos para facilitar a chegada da ajuda financeira à Grécia impulsiona levemente as bolsas nova-iorquinas para a abertura do pregão desta quarta-feira. Além disso, mais uma onda de balanços corporativos concentra a atenção do investidor.

Às 12h34 (horário de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,03%, o S&P 500 tinha alta de 0,13% e o Nasdaq avançava 0,17%.

Segundo o The Wall Street Journal, em linhas gerais, o BCE concordou em trocar bônus gregos que comprou no mercado secundário no ano passado a um preço abaixo do valor de face por bônus da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês).

A expectativa também é com a reunião do primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, com líderes do partido para discutir as reformas para maior austeridade fiscal exigidas pelos credores privados. A Comissão Europeia disse esperar conclusões “concretas” dessa reunião para que o país possa receber o resgate tão esperado da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 130 bilhões de euros.

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Esta manhã, o euro subia a US$ 1,3256, de US$ 1,3261 no fim da tarde de ontem. O Dollar Index, que pesa a moeda americana ante seis principais rivais, tinha queda de 0,02%, a 78,575.

No pré-mercado em NY, os papéis de grandes bancos americanos e europeus operavam em alta: Citigroup +0,82%; Bank of America +1,15%; JP Morgan +0,74%; Goldman Sachs +0,71%; Wells Fargo +0,17%; Crédit Suisse +1,76%; UBS +1,48%.

Os papéis da Nokia subiam 0,97%, após notícias de que a companhia deve cortar mais 4 mil empregos, sendo 2.300 na Hungria, 700 no México e 1.000 na Finlândia, como parte de um plano de redução de custos, além de concentrar sua produção na Ásia. Com isso, o total de demissões durante a gestão de Stephen Elop já chega a 30 mil.

As ações da Ralph Lauren disparavam 8,64%, após a grife de roupas informar que seu lucro no terceiro trimestre fiscal subiu quase nada em comparação com um ano atrás, para US$ 1,78 por ação, de US$ 1,72 por ação anteriormente. Mesmo assim, superou a expectativa de analistas, que estimavam ganhos de US$ 1,66 por ação.

Os papéis da Time Warner Inc. subiam 1,84%, depois de a companhia revelar lucro ajustado de US$ 0,94 por ação no quarto trimestre e receita de US$ 8,19 bilhões, superando a estimativa de ganhos de US$ 0,87 por ação e receita de US$ 8,07 bilhões.

As ações da Disney caíam 0,41% no pré-mercado. O lucro da companhia subiu 12% no primeiro trimestre fiscal devido a taxas mais altas cobradas pelo canal ESPN e também por causa do bom desempenho dos parques temáticos e resorts. O lucro foi de US$ 0,80 por ação, acima da expectativa de lucro de US$ 0,75 por ação.

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