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Bolsas da Europa sobem levadas por bancos

Perspectiva de uma linha de financiamento da zona do Euro e de baixa dos juros pelo Banco Central Europeu ajudaram os mercados

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta hoje estimulados pela esperança de aprovação de uma linha de financiamento da zona do euro e também por um possível corte na taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), enquanto os preços de commodities em queda puxaram para baixo as ações de mineradoras.

A possibilidade de um corte na taxa de juros pelo BCE, talvez já na próxima semana, deu esperança aos mercados. Um membro do conselho do BCE, Ewald Nowotny, disse que um corte na taxa de juros não pode ser descartado, o que elevou os índices pela Europa. Além disso, Lourenzo Bini Smaghi, membro do conselho executivo do BCE, disse que autoridades europeias analisam formas de alavancar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, porém, negou posteriormente que existam planos para ampliar o volume da EFSF.

O índice Stoxx Europe 600 subiu 1,89%, chegando a 220,28 pontos. Esse índice havia caído mais de 6% na semana passada, em meio a contínuos temores sobre a crise da dívida soberana da Europa. As ações de bancos tiveram alta pelo continente hoje, com Intesa Sanpaolo ganhando 8,3% em Milão e Deutsche Bank avançando 8,7% em Frankfurt. Na Alemanha, o índice DAX 30 subiu 2,87%, para 5.345,56 pontos, em uma sessão em que a seguradora Allianz disparou 10,2%. Na Itália, a Bolsa de Milão registrou alta de 3,32% no índice FTSE MIB, que chegou aos 14.118,98 pontos.

Os bancos da França também tiveram alta, com BNP Paribas subindo 4% e Crédit Agricole, 3,7%. As duas ações chegaram a cair em torno de 5% logo após a abertura dos mercados, mas reagiram. Os ganhos dos bancos franceses ajudaram o CAC 40 a subir 1,75%, chegando a 2.859,34 pontos.

O chefe de pesquisas do BNP Paribas Fortis Global Markets, Philippe Gijsels, disse que os relatos de que a Europa planeja alavancar a EFSF ajudou os bancos, especialmente porque esse setor está “extremamente sobrevendido”. Segundo ele, o reforço nesse fundo poderia ajudar a criar um colchão para proteger Itália e Espanha, caso a Grécia entre em default.

Também hoje, as ações do UBS subiram 5%. Oswald Gruebel pediu demissão no sábado como CEO do banco suíço, após a revelação de um escândalo de trading irregular que custou à companhia US$ 2,3 bilhões. O CEO em exercício agora é Sergio Ermotti.

A mineradora de prata e ouro Fresnillo estava entre as que tiveram maiores quedas no índice pan-europeu, recuando 6,9%, enquanto os metais preciosos também caíam. Outras ações de mineradoras e do setor de commodities estavam entre as principais baixas, com Kazakhmys cedendo 3,9%.

As perdas no setor limitaram o avanço do índice FTSE 100 em Londres, que fechou em alta de 0,45%, para 5.089,37 pontos. No Reino Unido, o banco Barclays era o principal ganhador no FTSE 100, avançando quase 7%.

Em Portugal, o índice PSI 20 subiu 0,51%, chegando em 5.750,60 pontos na Bolsa de Lisboa. Já o Ibex 35, da Bolsa de Madri, avançou 2,56%, fechando em 8.201,70 pontos, puxado por bancos espanhóis como BBVA (+3,8%) e Santander (+3,3%). As informações são da Dow Jones.

(Com Agência Estado)