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Bolsas da Europa sobem com leilões de França e Espanha

Dados melhores sobre pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos também colaboraram para o otimismo dos mercados

Por Da Redação - 19 jan 2012, 15h00

Os principais índices das bolsas europeias fecharam em alta nesta quinta-feira, com leilões bem-sucedidos de França e Espanha e dados melhores que o esperado sobre pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com valorização de 1,22%, ou 3,09 pontos, para 256,57 pontos.

Espanha e França – duas nações rebaixadas pela agência Standard & Poor’s na semana passada – tiveram bons resultados em leilões de bônus de longo prazo, pagando, em geral, menos que em operações anteriores. A queda do déficit em conta corrente na zona do euro foi outro fator positivo – esse saldo negativo ficou em 1,8 bilhão de euros em novembro passado, contra 6,6 bilhões de euros no mês anterior.

Adicionalmente, o Instituto de Finanças Internacionais – IIF, na sigla em inglês, que é a entidade global representativa dos bancos – fez uma nova proposta à Grécia para um aumento gradual no cupom dos novos bônus gregos, num sinal de que os dois lados podem estar próximos de um acordo para a redução do endividamento do governo, segundo uma fonte da União Europeia. O índice ASE, da Bolsa de Atenas, fechou em alta de 2,9%, em 689,75%, puxado pelos bancos, com a expectativa em relação a um acordo estimulando os negócios.

Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego caíram em 50 mil na semana encerrada em 14 de janeiro, quando a expectativa dos analistas era de redução de 19 mil. A queda foi, portanto, bem melhor do que a prevista.

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Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,68%, para 5.741,15 pontos, com os bancos registrando ótimos desempenhos, entre eles Barclays (+10%), Lloyds (+9,1%) e Royal Bank of Scotland (+8,9%). Os resultados melhores do que o esperado do Morgan Stanley e do Bank of America no quarto trimestre também apoiaram o setor.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 avançou 1,96%, para 3.328,94 pontos, também estimulada pelos bancos. Société Générale ganhou 13%, Crédit Agricole subiu 9,2% e BNP Paribas fechou em alta de 8,2%. Alstom teve alta de 14%, após comentários positivos da companhia sobre seu atual trimestre e o ano fiscal em geral.

Em Frankfurt, o índice DAX registrou alta de 0,97%, para 6.416,26 pontos. Commerzbank esteve entre os melhores desempenhos, com aumento de 15%, após a divulgação da notícia de que o banco deve cumprir as exigências da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) sem ajuda estatal. Aurubis subiu 1,6%, depois de divulgar resultados fortes no quarto trimestre.

O FTSE MIB, índice da Bolsa de Milão, registrou acréscimo de 2,45%, para 15.651,99 pontos. Os bancos, mais uma vez, puxaram o FTSE MIB, com UniCredit (+12,90%), Intesa Sanpaolo (+6,17%) e Banca Popolare di Milano (17,63%). Banco Popolare subiu 14%.

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Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 2,17%, para 8.603,80 pontos, com Bankinter (+6,7%), Gamesa (+5,5%) e ACS (+1,6%) avançando. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, fechou em alta de 1,32%, para 5.477,83 pontos.

(com Agência Estado)

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