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Bolsas abrem em queda após revisão do rating da França

Desaceleração chinesa pesou principalmente na bolsa brasileira

Por Da Redação 18 out 2011, 10h59

Em todo o mundo, pesa o desconforto com o PIB chinês que, no terceiro trimestre, apontou alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de pujante, o crescimento da China indica desaceleração ante a alta de 9,5% do segundo trimestre e de 9,7% dos primeiros três meses de 2011

As bolsas de valores dos Estados Unidos operavam em queda após a abertura desta terça-feira, depois de a Moody’s dizer que colocará em revisão o rating da França. Investidores também se ressentiam de lucros não tão fortes quanto o esperado de algumas grandes empresas.

Às 11h50, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, caía 0,58%, para 11.330 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq recuava 0,54%, para 1.194 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 perdia 0,77%, para 2.594 pontos.

Bovespa – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) intensificou o ritmo de perdas nesta terça-feira, recuando mais de 1%, seguindo a piora nos mercados externos, após a China informar que seu Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou no terceiro trimestre. A incerteza sobre o resgate de bancos e países europeus também contribui para o pessimismo nos mercados. Às 11h56, o Ibovespa perdia 1,12 por cento, a 53.304 pontos.

Em todo o mundo, pesa o desconforto com o PIB chinês que, no terceiro trimestre, apontou alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de pujante, o crescimento da China indica desaceleração ante a alta de 9,5% do segundo trimestre e de 9,7% dos primeiros três meses de 2011.

“A desaceleração da China é bem negativa. Isso vai afetar os países emergentes na veia, inclusive o Brasil, que é exportador de commodities (matérias-primas)”, alertou o operador sênior de renda variável de uma corretora de São Paulo.

Segundo ele, ações como as da Vale já caíram de forma expressiva ontem e devem continuar a registrar perdas no pregão de hoje, em função da China. “A Vale ontem já caiu bem e o exercício de opções sobre ações não justifica essa queda toda. Hoje ela deve continuar a ser pressionada”, afirmou o operador. O profissional lembrou ainda o problema de desaceleração da China começou a ser citado há duas semanas, inclusive pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. No último sábado, em reunião de ministros de países do G-20, em Paris, Mantega destacou a desaceleração do crescimento da China e da Coreia do Sul e disse que, “em algum momento, o Brasil poderá ser afetado”.

Na Europa, seguem as dúvidas sobre o resgate de países e bancos em dificuldades. As declarações de ontem da chanceler alemã, Angela Merkel, de que “considera o sonho de resolver todos os problemas na cúpula da União Europeia” impossível, ainda repercute nos negócios. A cúpula está marcada para o próximo sábado, dia 23, e até a semana passada era vista como fundamental para a resolução dos problemas da zona do euro. Agora, as dúvidas voltam a pairar sobre os mercados.

(Com Agência Estado e Reuters)

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