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Bolsa sobe e dólar cai para R$ 3,93 com alívio na tensão entre China e EUA

Ibovespa tem alta de 1,3% e volta ao patamar de 24 de julho; fim da tramitação da reforma da Previdência na Câmara também impacta mercados

Por da Redação 8 ago 2019, 18h21

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 1,3%, aos 104.115 pontos, no maior patamar desde o dia 24 de julho, com otimismo sobre a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Em movimento semelhante, o dólar comercial teve queda de 1,2% em relação ao real, cotado aos 3,93 reais para a venda. Influenciado pelo cenário externo, o mercado brasileiro teve uma quinta-feira positiva. No final da noite de quarta-feira, a China sinalizou intenções de estabilizar a queda da moeda, adotando uma postura mais firme com relação à cotação do câmbio.

Na segunda-feira, o BC chinês, que costuma ter alguma ingerência no câmbio, deixou o yuan, a moeda do país, chegar ao patamar de 7 para 1 com o dólar (um dólar = sete yuans). O movimento foi entendido pelo mercado como uma retaliação à imposição de tarifas de importação pelos Estados Unidos na semana passada. A desvalorização do yuan derrubou mercados pelo mundo, deixando os investidores apreensivos com uma possível escalada de tensões na guerra comercial entre os dois países que já dura mais de um ano. “Essa semana mostrou como o cenário externo é importante no rumo do mercado brasileiro”, afirma Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos.

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de “manipulação cambial” na segunda-feira, mas a tensão baixou desde então, diminuindo a aversão ao risco dos investidores. Os dois países têm uma reunião marcada para setembro, com o objetivo de negociar um acordo à disputa comercial.

    No cenário interno, a reforma da Previdência teve seus destaques (partes do texto votadas em separado) analisados e rejeitados na quarta-feira, 7, encerrando sua tramitação na Câmara dos Deputados. Agora, o texto está no Senado. O relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Casa será o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). A aprovação foi bem vista pelo mercado financeiro, mas já estava precificada. “A grande surpresa seria se não passasse”, diz Salomão.

    (Com Reuters)

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