Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Otimista com reforma, bolsa bate 97 mil pontos pela primeira vez

Guedes disse que o governo pretende levantar US$ 20 bilhões com privatizações e estima uma economia de até R$ 1,3 trilhão de reais com nova Previdência

Por Redação Atualizado em 24 jan 2019, 15h26 - Publicado em 24 jan 2019, 14h17

O Ibovepa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, superou os 97 mil pontos nesta quinta-feira, renovando seu seu patamar máximo. Às 13h58, o índice subia 0,79%, a 97.320 pontos. O dólar subia 0,05%, a 3,76 reais.

Segundo analistas de mercado, o movimento de hoje ainda reflete o otimismo do mercado com a perspectiva de reforma da Previdência. “O mercado gostou muito das declarações do ministro Paulo Guedes [Economia] sobre Previdência e privatizações. Tudo isso aumenta a possibilidade de trazer recurso externo para cá”, afirmou Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.

Em Davos, na Suíça, Guedes disse que o governo pretende levantar este ano 20 bilhões de dólares com privatizações e estima uma economia de até 1,3 trilhão de reais em 10 anos com a reforma da Previdência. Ele disse ainda que a alíquota do imposto sobre dividendos e juros sobre capital próprio deve ficar em torno de 15%, o que compensaria a redução da carga fiscal sobre as empresas.

  • Para a Rico Investimentos, os investidores estão digerindo o “raio liberal” de Paulo Guedes em Davos.

    Apesar de falar sobre a expectativa de economia que a reforma trará aos cofres públicos, a equipe econômica ainda não detalhou como será a mudança

    Para a Guide Investimentos, essa pode ser uma decisão acertada. “Segurar as cartas contra o peito pode ser uma boa estratégia do governo, que não quer se expor a grandes batalhas contra grupos e corporações que possam ser afetados diretamente pela reforma”, diz relatório da corretora.

    Na avaliação da Guide, “o momento ideal de divulgar o texto da reforma é apenas quando ela for ser apreciada pelo congresso que inicia suas atividades em fevereiro”.

    Continua após a publicidade
    Publicidade