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BOLSA EUA-Wall Street recua com temores sobre crescimento global

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK, 31 Mai (Reuters) – Wall Street recua nesta quinta-feira após uma série de relatórios econômicos indicarem que a economia norte-americana pode ter estacionado, e com a crise da dívida da zona do euro colocando dúvidas sobre as perspectivas de crescimento global.

Às 12h10 (horário de Brasília), o indicador Dow Jonescaía 0,76 por cento, a 12.325 pontos, enquanto o S&P 500tinha desvalorização de 1,05 por cento, a 1.299 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq perdia 1,18 por cento, a 2.803 pontos.

O Relatório Nacional de Emprego da ADP, uma processadora de folhas de pagamento, mostrou que o setor privado criou 133 mil postos de trabalho em maio, menos do que os 148 mil esperados, enquanto os novos pedidos de auxílio-desemprego subiram em 10 mil, na quarta semana consecutiva de aumento.

Os dados são anunciados antes do relatório de emprego que exclui o setor agrícola, e que será divulgado na sexta-feira.

Números do Departamento do Comércio mostraram ainda que o crescimento econômico dos EUA foi um pouco mais lento do que inicialmente previsto, na medida em que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a uma taxa anual de 1,9 por cento ante primeira leitura no mês passado de 2,2 por cento.

Somando-se ao tom negativo, o índice empresarial do Instituto para Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) recuou para 52,7 ante 56,2 em abril, no menor nível desde setembro de 2009 e abaixo das expectativas de Wall Street.

“Os mercados ficaram menos otimistas e muito mais acostumados a ver números que não são impressionantes”, disse o diretor-gerente do Knight Capital em Nova Jersey, Peter Kenny.

“Está claro que os mercados estão precificando uma desaceleração substancial em andamento em termos de crescimento de PIB, ganhos de emprego e ganhos de produção – isso não é encorajador para especuladores de bolsa de valores”, completou.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) aumentou a pressão por um fundo comum para garantir depósitos bancários na zona do euro, dizendo que a região precisava de novas ferramentas para combater os problemas bancários, na medida em que a crise da dívida levava os investidores a evitar risco.

REUTERS NC FR