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BOLSA EUA-Mercado recua antes de voto de confiança na Grécia

(Texto atualizado com mais informações após o fechamento oficial)

Por Edward Krudy

NOVA YORK, 4 de novembro (Reuters) – Os principais índices do mercado acionário dos Estados Unidos fecharam em queda nesta sexta-feira, quebrando uma série de quatro semanas de ganhos, conforme a instabilidade política ressurgiu na Europa e investidores aguardaram um voto de confiança na Grécia após o fechamento dos mercados.

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, recuou 0,51 por cento, para 11.983 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 teve desvalorização de 0,63 por cento, para 1.253 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,44 por cento, para 2.686 pontos.

Na semana, o Dow Jones teve oscilação negativa de 2 por cento, enquanto o S&P caiu 2,5 por cento e o Nasdaq recuou 1,9 por cento.

O voto de confiança sobre o primeiro-ministro grego, George Papandreou, deixa em aberto o destino de um acordo de resgate de 130 bilhões de dólares à Grécia. Investidores estão mais uma vez remoendo os piores cenários possíveis, após os mercados serem novamente afetados pela volatilidade, menos de uma semana após uma solução para a Grécia ser acertada.

Para investidores, o problema é que qualquer resultado do voto de confiança não deve eliminar a incerteza que paira sobre a Grécia e a zona do euro. Em vez disso, ele provavelmente dará início a um prolongado processo político e diplomático.

Os setores do mercado acionário mais expostos à fraqueza dos bancos europeus e ligados ao crescimento econômico, como o financeiro e o industrial, estiveram entre os que registraram pior desempenho. O índice financeiro do S&P liderou as perdas, recuando 1,4 por cento no dia.

Jack Ablin, vice-presidente de investimentos do Harris Private Bank, em Chicago, que se encontrou com economistas em Atenas, disse acreditar que a Grécia está em um processo lento e doloroso de abandono do euro, um desdobramento da crise que poderia trazer meses de incerteza.

“Minha principal conclusão é que, desconsiderando a dívida e tudo mais, ter a Grécia na zona do euro é insustentável”, disse.