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Bolsa de Portugal despenca 6% nesta quarta com agravamento da crise

Saída de dois ministros em dois dias e possível perda de maioria no Parlamento tiram sono de primeiro-ministro Pedro Passos Coelho

Por Da Redação
3 jul 2013, 10h14

O agravamento da crise política de Portugal prejudica a bolsa de valores do país nesta quarta-feira. O índice PSI 20, o principal da bolsa de Lisboa, chegou a cair 6% nesta manhã (Brasil), puxado pelas fortes baixas de mais de 10% nos papéis dos bancos. Na segunda-feira o ministro de Finanças, Vitor Gaspar, renuciou ao posto alegando que não tinha mais apoio para implementar as medidas determinadas pelo programa de resgate econômico de credores internacionais.

Em seguida, na terça-feira, foi a vez de Paulo Portas, líder do comitê executivo do Centro Democrático e Social – Partido Popular (CDS-PP), renunciar ao cargo de ministro de Relações Exteriores de Portugal. Ele alegou que estava infeliz com a escolha do primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, para substituir Gaspar. Passos Coelho escolheu para o posto Maria Luis Albuquerque, secretária do Tesouro, que enfatizou a necessidade de o governo manter um rígido controle sobre o orçamento.

Sem solução iminente, ações e rendimentos de títulos portugueses despencaram. O juro pago a investidores pelo título da dívida com vencimento em dez anos superou 8,1% pela primeira vez desde novembro.

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Esta é a pior crise política em Portugal desde que o país aceitou uma ajuda financeira internacional de 78 bilhões de euros (101 bilhões de dólares), há dois anos. Desde então o governo português se esforça para cumprir as exigências de redução do déficit determinadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia.

O CDS, coalizão de centro-direita do país, não anunciou se está retirando o apoio a Passos Coelho e está reunida nesta quarta-feira. Caso perca esse suporte, o partido do primeiro-ministro terá minoria no Parlamento, tornando extremamente difícil a aprovação das duras medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais

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O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, disse ao país na noite de terça-feira que não aceitou a renúncia de Portas e que continuará comandando o governo para garantir a estabilidade política e o trabalho de superar o impasse.

Nesta quarta, mais dois ministros portugueses de um partido minoritário da coalizão estavam prontos para renunciar, segundo a imprensa local, agravando ainda mais a situação. Seriam eles: os ministros da Agricultura, Assunção Cristas, e da Previdência Social, Pedro Mota Soares.

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