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Bolsa da China desaba pelo segundo dia seguido

Índice Xangai Composto fechou em baixa de 7,63% após a 'Segunda-Feira Negra'. Outros mercados globais, no entanto, mostram sinais de recuperação nesta terça-feira

A bolsa da China despencou pelo segundo dia seguido e o índice Xangai Composto, o principal do país, fechou em baixa de 7,63% nesta terça-feira. A queda acontece um dia depois de a bolsa chinesa desabar 8,5%, espalhando um pânico generalizado que derrubou mercados em todo o mundo naquela que ficou conhecida como “Segunda-Feira Negra”. A atual onda de pessimismo nas bolsas reflete os temores com a desaceleração da economia chinesa.

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Nesta terça, a falta de apoio de Pequim deixou os investidores avessos a riscos e continuou prejudicando os negócios na bolsa de Xangai. “O mercado se sente como se estivesse implodindo porque está muito acostumado a contar com a mão (do governo)”, comentou Steve Wang, diretor de pesquisa da corretora Reorient Group. “Em vez disso, os reguladores da China estão esperando para ver o que acontece.” Os investidores estão particularmente frustrados com a ausência de novas medidas do Banco Central chinês, como um esperado corte nos compulsórios bancários.

Sinais de recuperação – A nova queda do índice Xangai Composto afetou o mercado acionário japonês nesta terça, com a bolsa de Tóquio registrando baixa de 3,96%. Em outros mercados asiáticos, no entanto, o dia foi de recuperação. A bolsa de Hong Kong teve leve alta de 0,72%, enquanto Taiwan registrou ganho de 3,58%. Em Seul, o índice Kospi avançou 0,92%. Na Oceania, a bolsa de Sidnei subiu 2,7%, depois da queda de 4,1% na segunda-feira negra.

As principais bolsas europeias, por sua vez, abriram em alta. Ao contrário do que aconteceu na “Segunda-Feira Negra”, quando foram contaminados pela queda na China logo no início dos pregões, os mercados europeus mostram recuperação: as bolsas de Londres, Paris e Frankfurt operam em alta de cerca de 3% nesta terça.

(Com Estadão Conteúdo)