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Bolsa cai 11,8% no mês e tem o pior maio desde 1998

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – Depois de oscilar durante a maior parte do dia, a Bovespa se firmou no terreno positivo no meio da tarde e fechou o último dia do mês com ganho de 1,29%, aos 54,490,41 pontos. Com isso, o Ibovespa acumulou queda de 11,86% em maio – o pior maio desde igual mês de 1998, quando caiu 15,68%. Das 22 sessões neste mês, a Bolsa cedeu em 15 delas. No ano, a perda é de 3,99%. O giro financeiro ficou em R$ 10,360 bilhões – maior volume desde 18 de outubro de 2010 (R$ 11,833 bilhões), excluindo eventos extraordinários. Os dados são preliminares.

O bom humor, no entanto, não significa que os investidores abandonaram os temores com a crise na Europa, e nem as preocupações com o ritmo de crescimento dos Estados Unidos e da China. Ao contrário, o movimento de melhora no meio da tarde foi atribuído, principalmente, aos ajustes de final de mês, quando os gestores de investimentos procuram minimizar as perdas no período para apresentar uma performance melhor aos seus clientes. Além disso, a melhora das bolsas em Nova York no meio da tarde, que não se sustentou até o fim do pregão, e a alta das ações da Petrobras e da Vale, por aqui, ajudaram.

Na mínima do dia, o Ibovespa atingiu 53.090 (-1,32%) e, na máxima, 54.509 pontos (+1,32%).

O sócio diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, também concorda que a alta foi puxada por ajustes técnicos. “Acho que é muito mais zeragem de posições vendidas do que entrada de dinheiro novo.” Ele ressaltou que a Bolsa está em bom nível para compras, mas é difícil tomar posição diante de tantas incertezas. “Prefiro comprar com a bolsa nos 60 mil pontos e um cenário mais positivo, do que aos 54 mil pontos com muitas indefinições.”

As ações da Petrobras foram na contramão do preço do petróleo no mercado internacional e fecharam em alta. O papel ON subiu 3,07% e o PN, 4,25%. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em julho encerrou com perda de 1,47%, a US$ 86,53 o barril. No mês, a queda do petróleo foi de 17%.

Vale ON registrou ganho de 0,83% e a ação PNA avançou 0,74%.

Entre os destaques da alta do índice figuraram Itaúsa (+6,14%), Hypermarcas (+4,95%) e Cyrela (+4,93%). O lado negativo foi comandado por Usiminas ON (-13,90%), JBS (-7,16%) e MMX (-6,35%).

Nos EUA, foram divulgados indicadores como o PIB, que pesaram negativamente sobre os negócios.

Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com desvalorização de 0,21%, o S&P 500 caiu 0,23% e o Nasdaq perdeu 0,35%.