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Boeing mergulhou de nariz a quase mil quilômetros por hora na China

Voo fazia a rota entre Kunming e Guangzhou quando despencou; autoridades chinesas localizaram uma das caixas pretas bastante danificada

Por Larissa Quintino Atualizado em 25 mar 2022, 09h20 - Publicado em 23 mar 2022, 10h42

O avião da China Eastern Airlines que caiu na última segunda-feira com 132 pessoas a bordo estava viajando a uma velocidade próxima à do som momentos antes de colidir com uma encosta. Segundo dados do voo monitorado pelo site Flightradar24, o Boeing 737-800 cortou o ar a 966 quilômetros por hora.

O som viaja a 1234,8 km/h ao nível do mar, mas diminui com a altitude à medida que a temperatura do ar diminui. Segundo cálculos feitos pela Bloomberg, essa velocidade é de cerca de 1.067 km/h a 35.000 pés (10.668 metros). “Os dados preliminares indicam que estava próximo da velocidade do som”, disse John Hansman, professor de astronáutica e aeronáutica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts a agência.

O voo 5735 da China Eastern Airlines estava viajando da cidade de Kunming para Guangzhou a uma altitude de cerca de 29.000 pés quando iniciou uma descida repentina, de acordo com dados transmitidos pelo avião e capturados pelo Flightradar24. O jato estava cruzando a cerca de 957,6 km/h antes do mergulho de bico.

A velocidade espantosa impressiona ainda mais nos vídeos divulgados por agências de notícias internacionais que mostram o jato mergulhando. Autoridades chinesas disseram, nesta quarta-feira, 23, que a caixa preta que localizaram estava seriamente danificada, mas não disseram qual era a perda – o gravador de voz da cabine ou o que captura dados de voo. Segundo especialistas em aviação, os gravadores de caixa-preta são projetados para sobreviver a grandes impactos. As placas de circuito que armazenam os dados geralmente se soltam do exterior protetor do gravador. Mas os dados geralmente podem ser extraídos mesmo se estiverem danificados.

Pane aérea

Cerca de 74% dos 11.800 voos programados na China na terça-feira foram cancelados, incluindo a maioria entre Pequim e Xangai, normalmente uma das rotas domésticas mais movimentadas do mundo. O setor aéreo chinês já estava sendo atingido pela alta dos casos de Covid-19. Porém, os cancelamentos dobram em relação ao começo do mês.

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