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Boeing adia entrega do 787 Dreamliner

É a terceira vez que a companhia atrasa o lançamento da aeronave de 300 lugares

Desde 2003, a concorrente europeia Airbus ultrapassou a Boeing como a maior fabricante de aviões do mundo

Os primeiros e tão esperados 787 Dreamliner, da Boeing, não serão entregues até o início do próximo ano, confirmou a companhia americana nesta sexta-feira, acrescentando que uma série de atrasos tem perseguido o projeto e atrasou a chegada do jato de 300 lugares por dois anos.

A Boeing citou problemas com a disponibilidade de um motor da Rolls-Royce – necessário para as fases finais dos voos de testes – como a razão para o atraso. Isso adiará a entrega do primeiro avião para a All Nippon Airways (ANA) para meados do primeiro trimestre de 2011. A ANA, que encomendou 50 Dreamliners em 2004 e tem opção de compra para outros cinco, esperava a entrega da primeira aeronave no final deste ano.

Um porta-voz da Rolls-Royce em Londres disse que a Boeing informou a empresa nesta semana que a data previamente acordada para a entrega de uma única versão de teste do motor Trent 1000 poderia “não atender as exigências mais recentes do programa de vôo”.

“Estamos trabalhando ao lado da Boeing para agilizar a entrega em apoio à sua programação”, disse o porta-voz. A Boeing, que havia alertado no mês passado que a data de entrega do primeiro avião poderia ser postergada para o início do próximo ano, disse em comunicado que o atraso não afetará suas finanças.

Ainda assim, a confirmação do atraso significa um novo revés para um projeto tido como crucial para o futuro da companhia. Desde 2003, a concorrente europeia Airbus ultrapassou a Boeing como a maior fabricante de aviões do mundo. “Embora a Boeing indique que não haverá impacto financeiro, se o atraso anunciado nesta sexta-feira atrapalhar seu cronograma de entrega, as companhias aéreas serão rápidas em procurar compensações”, disse Ahmad Saj, analista da indústria da FBE Aerospace, uma empresa de consultoria em Londres. “O 787 vem sendo adiado há quase três anos, e isso é uma situação insustentável para muitos, especialmente para operadoras que experimentam o aumento do tráfego e aguardam novos aviões mais econômicos em consumo de combustível.”