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BNDESPar confirma aporte de R$ 82 milhões na MPX

Braço do BNDES fez aquisições em nova oferta de papeis para manter sua participação de 10,3% na empresa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES) confirmou nesta quinta-feira que seu braço de participações, o BNDESPar, injetou 82 milhões de reais na MPX. A empresa é geradora de energia elétrica e foi recentemente vendida pelo Grupo EBX, de Eike Batista, à alemã E.ON. O aporte foi feito porque o BNDESPar pretende manter a mesma participação na empresa de energia, de 10,3%. E, para que isso ocorra, era preciso que ele participasse como investidor na oferta secundária de ações que a empresa realizou com o intuito de se capitalizar.

O braço de participações do BNDES também possui ações nas empresas MMX, de mineração, e OGX, de petróleo, de Eike.

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Na quarta-feira, a MPX Energia informou ter negociado um valor de 49 milhões de reais entre os dias 14 e 16 de agosto por meio da venda de novas ações ordinárias, aquelas que dão direito de voto ao acionista. A empresa informou ainda há cerca de 35 milhões de ações ordinárias não subscritas (não adquiridas) que poderão ser negociadas pelos acionistas entre está sexta e o dia 27 de agosto ao preço de 6,45 reais por ação.

No total, a empresa aumenta seu capital em 800 milhões de reais com a venda das novas ações. A estratégia foi anunciada em julho, quando Eike Batista renunciou à presidência do conselho da MPX. A E.ON, empresa alemã de energia que já possui cerca de 24,5% de participação, deverá assumir o controle da MPX após o processo de capitalização. A empresa também exerceu seu direito de preferência e subscreveu 44.900.060 ações, totalizando 289 milhões de reais.

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Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o banco acompanhou a operação de aumento de capital porque a empresa tem bons fundamentos. “A análise fundamental do banco mostra um grande potencial. É uma empresa que tem um portfólio de projetos muito interessante”, disse Coutinho, após participar Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2013), no Rio. Perguntado se a análise vale para outras empresas do Grupo EBX, Coutinho respondeu: “Lembre-se que a empresa hoje é uma empresa da E.ON”.

(com Estadão Conteúdo)