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BNDES financiará parte do plano de portos e aeroportos

Presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho, diz que seu plano é participar pesadamente do financiamento da infraestrutura logística do país

Por Da Redação 25 out 2012, 15h00

O Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará 66% de todo o investimento previsto no plano de concessões de portos e aeroportos a ser lançado pelo governo em breve. A informação é do presidente do órgão, Luciano Coutinho, que participou nesta quinta-feira em Brasília de solenidade de lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura.

Segundo ele, a decisão do banco é participar “pesadamente” do financiamento da infraestrutura logística do país. Isso inclui as obras em rodovias e ferrovias. “Deveremos financiar um porcentual importante, dois terços em média, de todo o investimento em portos e aeroportos”, disse. “São infraestruturas que têm um prazo de maturação relativamente longo e demandam um crédito de longo prazo”, explicou.

Recursos – Para ampliar a oferta de recursos, o BNDES prepara o lançamentode debêntures no mercado em 2013, 2014 e 2015. O objetivo, segundo ele, é captar entre 40 bilhões de reais e 50 bilhões de reais. “Acho que o potencial de emissão de debêntures para infraestrutura é muito grande, já a partir do próximo ano”, afirmou. A abertura valerá para investidores estrangeiros, mas o financiamento terá de ser em reais. “Nossas infraestruturas faturam em reais e não pode ter um descasamento de moedas”, explicou.

A primeira etapa do programa de logística, lançada em agosto pela presidente Dilma Rousseff, trata das concessões de ferrovias e rodovias, que receberão um aporte de 133 bilhões de reais do banco em 25 anos. Agora será a vez dos portos e aeroportos. O plano tem por objetivo incentivar investimentos públicos e privados na infraestrutura do país.

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Termos – As condições das debêntures a serem lançadas, segundo Coutinho, já foram parte da Lei nº 12.431. “Essa Lei foi aperfeiçoada e estamos em tratativas com bancos de investimento e fundos de pensão, de maneira a tornar esse um instrumento de mobilização de poupança e de compartilhamento do financiamento de longo prazo junto com o BNDES”, informou.

Ele ponderou que, com a queda da taxa de juros, os títulos do Tesouro passaram a oferecer rendimento mais baixo. Assim, tanto os fundos de investimento – para remunerar seus cotistas – quanto os fundos de pensão precisam realizar metas de rendimento mais alta. “E não há nada melhor do que os investimentos em infraestrutura”, garantiu.

Segundo Coutinho, esses segmentos podem oferecer retorno com perfil de longo prazo com risco relativamente baixo. “O prazo dessas debêntures tem de ser de, no mínimo, quatro anos. Mas, idealmente, essas debêntures têm de ser compatíveis com prazos de investimento”, explicou. Como esses investimentos têm maturidade mínima de quinze ou vinte anos, acrescentou, a intenção do BNDES é que as debêntures tenham prazo de, pelo menos, dez anos. “Elas precisam ter prazos longos, senão todos os investimentos de longo prazo ficam por conta do BNDES, que já está sobrecarregado”, completou.

(com Agência Estado)

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