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BNDES: apesar da alta de 20,4% no lucro, aportes do Tesouro devem crescer

Banco reviu para cima sua expectativa de desembolsos para empréstimos neste ano, de 185 bilhões para 190 bilhões de reais, o que exigirá mais dinheiro público

Por Da Redação 14 ago 2013, 14h25

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de 3,261 bilhões de reais no primeiro semestre, alta de 20,4% em relação ao primeiro semestre de 2012. Com o aumento de capital de 15 bilhões de reais proveniente dos cofres do Tesouro, o patrimônio de referência do BNDES subiu para 96,021 bilhões de reais.

Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foram três fatores que impulsionaram o lucro. “Houve aumento das operações de crédito. Em segundo lugar, houve uma melhoria do resultado da BNDESPar”, afirmou Coutinho há pouco, em entrevista coletiva. O terceiro fator foram ganhos com as posições de hedge do banco em títulos de juros futuros. “Quando o juro futuro subiu, no nosso caso, ganhamos”, disse Coutinho.

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Apesar da melhora dos resultados, o banco precisará de mais recursos do Tesouro ao longo de 2013. Segundo Coutinho, após o desempenho recorde no primeiro semestre, com liberação de 88,3 bilhões de reais, o BNDES reviu para cima sua expectativa de desembolsos para empréstimos neste ano e agora projeta um valor entre 185 bilhões de reais e 190 bilhões de reais. Para isso, será necessário reforço no funding do banco, provavelmente com aportes do Tesouro no último trimestre do ano, disse o presidente do banco.

Segundo o diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, inicialmente o banco previa liberar um valor semelhante ou com ligeiro crescimento em relação ao de 2012, quando foram desembolsados 156 bilhões de reais. “Essa perspectiva está um pouco acima (da inicial) porque o primeiro semestre surpreendeu positivamente”, afirmou Coutinho.

Sem adiantar valores, Coutinho disse que os desembolsos de julho foram fortes. “No ano passado, julho foi forte. Este ano, foi igualmente forte. Não há indicação de tendência. A expectativa é de manter o ritmo em agosto”, disse.

O executivo creditou o crescimento à atuação anticíclica do BNDES, substituindo os bancos privados em um momento em que eles moderam seu crescimento do crédito. Para 2014, Coutinho disse esperar um maior compartilhamento com o setor privado, numa convergência das taxas de expansão do crédito do setor público e privado.

Para manter o crescimento, o BNDES precisará de mais recursos e, segundo Coutinho, o banco já está em “tratativas” com o Ministério da Fazenda. Ele não quis antecipar valores. “Estamos olhando a composição de fontes. Para agosto e setembro, estamos tranquilos”, disse, destacando, porém, que o cenário externo não favorece captar no mercado internacional. Ainda segundo o presidente do BNDES, o banco não precisará de novas capitalizações este ano para aumentar o patrimônio de referência.

(Com Estadão Conteúdo)

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