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BMG lança fundo de recebíveis para captar R$ 1 bilhão

Por Altamiro Silva Júnior

São Paulo – O banco mineiro BMG, focado em crédito com desconto em folha de pagamento – o crédito consignado -, prepara o lançamento de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para captar R$ 1 bilhão. A carteira está sob análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O FIDC deve ter recebíveis originados por operações de crédito consignado do banco mineiro com pensionistas e funcionários públicos. A Caixa Econômica Federal (CEF) é o administrador do fundo e o coordenador líder da oferta.

O objetivo do BMG é captar os recursos vendendo as cotas do FIDC para fundos de pensão de funcionários públicos de Estados e municípios (entidades chamadas de RPPS) que são clientes da Caixa. Por isso as cotas serão distribuídas nas agências do banco público. O valor mínimo de aplicação é de R$ 25 mil.

De acordo com o prospecto da carteira, a distribuição das cotas começa em 14 de fevereiro. O encerramento da oferta está previsto para o dia 28 do mesmo mês. A agência de classificação de risco Standard & Poor”s (S&P) deu a nota máxima “AAA” para o FIDC.

Patrimônio

O FIDC deve ter patrimônio de R$ 1,281 bilhão. A razão é que, além do R$ 1 bilhão captado junto com os fundos de pensão, o BMG vai comprar R$ 281 milhões em cotas subordinadas (que servem como um colchão de liquidez para absorver eventuais perdas que o fundo registrar).

A rentabilidade do fundo corresponderá à taxa de inflação (medida pelo índice IPCA) mais a taxa do título público NTN-B de vencimento em até três anos, acrescida de um spread de 1,5% ao ano, de acordo com o prospecto.

Este é o segundo fundo de recebíveis que o BMG lança nos últimos meses para captar recursos. Em outubro, a CVM autorizou o banco a criar uma carteira de R$ 300 milhões. Além do BMG, outros bancos médios estão recorrendo a fundos de recebíveis para captar no mercado. BicBanco e Banco Volkswagen estão lançando carteiras, respectivamente, de R$ 1,5 bilhão e R$ 1 bilhão. Outros bancos, como Bonsucesso, Cruzeiro do Sul e BVA, também resolveram captar recursos lançando FIDCs.