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BM&FBovespa vê ano negativo para mercado de ações

Sem nenhuma abertura de capital, presidente Edemir Pinto afirma que eleições presidenciais devem pesar sobre decisões de investidores

O ano de 2014 está muito negativo para o mercado de ações e as eleições presidenciais devem pesar na decisão de investidores na hora de resolver se participam ou não de ofertas, de acordo com o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. Nenhuma abertura de capital foi feita ainda este ano. Neste contexto, Edemir acredita que não há um momento ruim e que medidas de incentivo podem alterar o cenário atual. Segundo ele, qualquer mudança que estimule o mercado é bem-vinda independente da época.

“Esperamos boas notícias para o mercado de capitais da Fazenda na segunda-feira. Será uma surpresa para nós”, disse Pinto. O executivo, porém, não deu detalhes das medidas que devem ser anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em evento na Bovespa, na próxima segunda-feira. Segundo ele, as notícias a serem divulgadas são do mercado de capitais e não somente para o segmento de ações.

Em relação à abertura de capital de empresas menores, Edemir disse que o montante estimado das ofertas varia entre 50 milhões e 120 milhões de reais. O potencial é de 15 mil empresas que faturam até 400 milhões de reais, mas a bolsa mapeou cerca de 220 empresas, de acordo com ele. Mesmo que sejam anunciadas medidas de estímulo às ofertas iniciais públicas de ações (IPO, na sigla em inglês) de empresas menores, Edemir afirmou que essas operações não devem ocorrer de imediato. “As empresas devem acessar o mercado a partir de seis meses, um ano, um ano e meio, mas elas já estão trabalhando”, explicou o executivo.

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O presidente da BM&FBovespa disse ainda que a bolsa fez vários pedidos à Fazenda em relação às ofertas de empresas menores como, por exemplo, somente ações ordinárias e regras de governança. A isenção de imposto de renda para investidores pessoas físicas que comprarem ações de IPOs de empresas menores está para ser divulgada pela Fazenda.

Outra medida que deve sair, segundo fontes, é a regulamentação de fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) de renda fixa sem come cotas, ou seja, sem adiantamento do Imposto de Renda sobre os ganhos do investimento. Isso, no entanto, vai de encontro ao entendimento da indústria de fundos, uma vez que o setor carrega uma parcela importante da dúvida pública em produtos sujeitos ao come cotas. Há uma dúvida, de acordo com uma fonte, se o ETF será de título público ou privado.

(com Estadão Conteúdo)