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BM&FBovespa e governo discutem IPO de pequenas empresas

Ideia é que o mercado de capitais, que tem sido predominantemente de grandes companhias no Brasil, também abra espaço para menores se financiarem

Por Da Redação 10 Maio 2013, 15h46

O diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou nesta sexta-feira que está discutindo com o governo federal um projeto que visa impulsionar a abertura de capital das pequenas e médias empresas (PMEs) na bolsa brasileira. Segundo ele, a proposta ainda não foi entregue por causa da agenda do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“Estamos bem avançados. Ainda não entregamos a proposta, mas as áreas técnicas já estão conversando”, destacou ele. Edemir voltou a ressaltar que a expectativa da bolsa é muito grande com a chegada de pequenas e médias empresas e que 200 empresas potenciais a se listarem já foram mapeadas.

O grande divisor de águas para que as PMEs se financiem via abertura de capital é, segundo o presidente da BM&F Bovespa, os benefícios a serem dados para o investidor. Segundo ele, o principal, ainda não definido, é a isenção de Imposto de Renda (IR).

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Em relação ao preço definido nas ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), Edemir disse que a queda dos papéis após a abertura de capital é um movimento natural do mercado. “A definição do preço é um desafio para o dono da empresa, bancos assessores e investidores”, observou. Edemir também ressaltou que, depois da crise financeira global, o mercado ficou bem mais seletivo e, por isso, há um desafio maior na estruturação da abertura de capital de uma empresa.

Perspectivas – O segundo semestre do ano será “tão bom quanto o primeiro” em matéria de Ofertas Públicas de ações, IPO, na sigla em inglês, segundo o presidente da BM&FBovespa. “No ano, a gente deve conseguir movimentar pelo 20 bilhões de reais entre IPOs e follow-ons (ofertas subsequentes), mas o mercado tem capacidade para até dobrar os 15 bilhões de reais captados em IPOs até agora”, disse. O executivo disse ainda que uma das operações esperadas para o segundo semestre é “muito grande em tamanho financeiro”.

(com Estadão Conteúdo)

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