Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

BM&FBovespa anuncia em agosto nova política de tarifas

Mudanças fazem parte do projeto de atrair mais pessoas físicas para a bolsa

Por Da Redação 8 jul 2011, 12h46

Bolsa planeja simplificar o cadastramento de investidores e discute com as corretoras uma solução para criar um cadastro único

A BM&FBovespa vai anunciar em agosto uma nova política tarifária. Segundo o presidente da instituição, Edemir Pinto, o objetivo é mudar as condições para o pequeno investidor. Uma das medidas que serão anunciadas será a isenção da taxa de custódia para esse público. As mudanças, de acordo com o executivo, estão dentro do projeto de atrair mais pessoas físicas para a bolsa.

Edemir ressalta que falta definir ainda que tipo de pessoa física será considerada um pequeno investidor. O corte será feito por valor de aplicação em ações, mas o montante ainda não foi decidido.

Ainda dentro da estratégia de atrair maior número de clientes, a bolsa planeja simplificar o cadastramento dos investidores e discute com as corretoras uma solução para criar um cadastro único.

Metas – A BM&FBovespa tem como meta chegar a 5 milhões de pessoas físicas até 2014. Segundo Edemir, no entanto, o prazo para alcançar esse montante deve ser estendido. O executivo disse que o novo prazo deve ser anunciado em agosto, com a nova política de tarifas da bolsa.

A bolsa também vai revisar a meta de ter 200 empresas a mais listadas no pregão até 2015. Sobre esta mudança, Edemir não deu maiores detalhes.

Continua após a publicidade

O presidente da BM&FBovespa participou na manhã desta sexta-feira, ao lado do ex-jogador Pelé, do lançamento do home broker “Rico.com.vc”, da corretora Octo, formada por ex-sócios da Link.

No evento, Edemir destacou que a Bolsa completa neste ano dez anos de seu programa de popularização, lançado por Raimundo Magliano. Em 2001, havia 75 mil pessoas físicas cadastradas. Agora, são 600 mil. “A Bolsa nunca pensa no curto prazo, é sempre no médio e longo prazos”, disse o executivo, destacando que o momento atual não é favorável para o investidor na bolsa. “Os juros estão muito altos. A poupança está perdendo recursos para o Tesouro Direto.”

O projeto da BM&FBovespa no momento, segundo o executivo, continua sendo educar o investidor. “A luta da educação financeira continua, é uma luta eterna”, disse.

Leia também:

Bovespa listará papéis de empresas asiáticas e europeias

(com Agência Estado)

Continua após a publicidade
Publicidade