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Bitcoin dispara e supera US$ 71 mil pela primeira vez em quase três meses

Alta da criptomoeda ocorre em meio a sinais favoráveis de Washington sobre a regulamentação de ativos digitais e mudanças nas operações do Tesouro dos EUA

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 ago 2026, 10h17 | Atualizado em 20 ago 2026, 10h36
Bitcoin dispara e supera US$ 71 mil pela primeira vez em quase três meses Priorizar nos meus resultados Google

O bitcoin registra forte valorização nesta quinta-feira, 20, e chegou a superar a marca de 71 mil dólares, alcançando o maior patamar desde o fim de maio. Às 10h (horário de Brasília), a criptomoeda subia 10,69% em relação às 24 horas anteriores e era negociada a 71.869 dólares.

A valorização ocorre em meio a uma combinação de fatores políticos e financeiros nos Estados Unidos. Entre eles está a pressão do presidente Donald Trump pela aprovação de uma legislação destinada a estabelecer regras para o mercado de criptomoedas. Trump pediu ao Congresso que aprove uma versão do chamado Clarity Act, proposta que está em tramitação no Senado e busca definir um marco regulatório para os ativos digitais. A sinalização reforça a intenção dos Estados Unidos de manter a liderança no mercado de ativos digitais.

Uma regulamentação mais previsível pode diminuir parte das incertezas que têm limitado a participação de investidores institucionais no segmento de criptomoedas. O mercado também acompanha a possibilidade de o governo dos EUA considerar recomendações para ampliar suas aquisições de bitcoin.

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Outro elemento que entrou no radar dos investidores foi a decisão do Tesouro americano de aumentar o limite das operações de recompra de títulos de longo prazo. Para papéis com vencimentos de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos, o valor máximo por operação passará de 2 bilhões de dólares para ao menos 4 bilhões de dólares. A mudança começará a valer em 9 de setembro e permanecerá em vigor até 4 de novembro. Nesse momento, o Tesouro deverá avaliar se mantém, aumenta ou reduz o novo limite.

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De acordo com o órgão, a ampliação pretende melhorar as condições de liquidez no segmento de títulos mais longos. A justificativa é a existência de uma demanda considerada sólida por esses papéis, refletida no volume expressivo de ofertas de qualidade recebidas nesses leilões.

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