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Bilionário mais rico da América Latina fatura US$ 500 milhões com petróleo em meio à crise global

Bilionário reduz posição em petroleiras após valorização das ações, mas mantém aposta estratégica no setor de energia

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2026, 13h30 | Atualizado em 17 abr 2026, 13h33
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O empresário mexicano Carlos Slim, considerado o homem mais rico da América Latina, vendeu cerca de 500 milhões de dólares, cerca de 2,5 bilhões de reais, em ações de empresas de petróleo nos últimos meses, aproveitando a valorização do setor em meio à instabilidade geopolítica no Oriente Médio.

As operações foram realizadas entre o fim de 2025 e abril deste ano e envolveram principalmente papéis das americanas PBF Energy e Talos Energy.

A movimentação ocorre em um momento de forte alta das ações de energia, impulsionadas pelo aumento dos preços do petróleo diante de conflitos e riscos à oferta global.

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Venda ocorre após forte valorização

No caso da PBF Energy, a venda foi mais significativa: a família Slim se desfez de mais de um terço de sua participação, levantando cerca de 497 milhões de dólares.

Os papéis chegaram a ser negociados a até US$ 47,50 no início de abril, cerca de 70% acima do valor registrado no fim de 2025.

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Já na Talos Energy, a redução foi menor e marcou a primeira venda desde que o grupo entrou no capital da companhia, em 2023. A decisão coincidiu com o momento em que as ações atingiram o maior nível em três anos, garantindo lucro estimado em dezenas de milhões de dólares.

Estratégia de longo prazo é mantida

Apesar das vendas, representantes da família afirmam que não houve mudança de estratégia.

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Segundo Arturo Elias Ayub, genro e porta-voz de Carlos Slim, a decisão reflete apenas um ajuste de portfólio após a valorização expressiva dos ativos.

Mesmo após a redução, a família ainda mantém mais de US$ 1,3 bilhão investidos nas duas empresas, permanecendo como um dos principais investidores privados no setor de energia.

Histórico de apostas no setor

A movimentação recente segue um padrão recorrente na estratégia de Slim, conhecido por investir de forma contracíclica.

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Durante a pandemia de Covid-19, quando a demanda por combustíveis despencou e ações do setor caíram, sua holding ampliou participação em petroleiras.

Com a retomada da economia global e o choque de oferta provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, esses investimentos passaram a gerar ganhos expressivos, levando a família a realizar parte dos lucros.

Em 2025, o grupo voltou a aumentar exposição ao setor, antecipando um novo ciclo de alta — que acabou sendo reforçado pelas tensões recentes envolvendo Estados Unidos e Irã.

Geopolítica sustenta alta do petróleo

O desempenho das ações de energia neste ano está diretamente ligado ao cenário internacional. Conflitos no Oriente Médio e riscos de interrupção no fornecimento elevaram os preços do petróleo, beneficiando empresas do setor.

Esse ambiente favoreceu investidores posicionados previamente, como Slim, que agora aproveita a valorização para ajustar posições sem abandonar a tese de longo prazo.

Movimento reflete nova fase do mercado

A venda parcial indica uma leitura mais cautelosa sobre o ciclo atual. Embora o setor ainda se beneficie de preços elevados, a volatilidade geopolítica e as incertezas sobre a economia global levam investidores a equilibrar ganhos e riscos.

No caso de Carlos Slim, a estratégia parece clara: realizar lucros em momentos de pico, mantendo exposição relevante a um setor que continua central na economia global — especialmente em um cenário de transição energética ainda incompleta.

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