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O empresário mexicano Carlos Slim, considerado o homem mais rico da América Latina, vendeu cerca de 500 milhões de dólares, cerca de 2,5 bilhões de reais, em ações de empresas de petróleo nos últimos meses, aproveitando a valorização do setor em meio à instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
As operações foram realizadas entre o fim de 2025 e abril deste ano e envolveram principalmente papéis das americanas PBF Energy e Talos Energy.
A movimentação ocorre em um momento de forte alta das ações de energia, impulsionadas pelo aumento dos preços do petróleo diante de conflitos e riscos à oferta global.
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Venda ocorre após forte valorização
No caso da PBF Energy, a venda foi mais significativa: a família Slim se desfez de mais de um terço de sua participação, levantando cerca de 497 milhões de dólares.
Os papéis chegaram a ser negociados a até US$ 47,50 no início de abril, cerca de 70% acima do valor registrado no fim de 2025.
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Já na Talos Energy, a redução foi menor e marcou a primeira venda desde que o grupo entrou no capital da companhia, em 2023. A decisão coincidiu com o momento em que as ações atingiram o maior nível em três anos, garantindo lucro estimado em dezenas de milhões de dólares.
Estratégia de longo prazo é mantida
Apesar das vendas, representantes da família afirmam que não houve mudança de estratégia.
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Segundo Arturo Elias Ayub, genro e porta-voz de Carlos Slim, a decisão reflete apenas um ajuste de portfólio após a valorização expressiva dos ativos.
Mesmo após a redução, a família ainda mantém mais de US$ 1,3 bilhão investidos nas duas empresas, permanecendo como um dos principais investidores privados no setor de energia.
Histórico de apostas no setor
A movimentação recente segue um padrão recorrente na estratégia de Slim, conhecido por investir de forma contracíclica.
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Durante a pandemia de Covid-19, quando a demanda por combustíveis despencou e ações do setor caíram, sua holding ampliou participação em petroleiras.
Com a retomada da economia global e o choque de oferta provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, esses investimentos passaram a gerar ganhos expressivos, levando a família a realizar parte dos lucros.
Em 2025, o grupo voltou a aumentar exposição ao setor, antecipando um novo ciclo de alta — que acabou sendo reforçado pelas tensões recentes envolvendo Estados Unidos e Irã.
Geopolítica sustenta alta do petróleo
O desempenho das ações de energia neste ano está diretamente ligado ao cenário internacional. Conflitos no Oriente Médio e riscos de interrupção no fornecimento elevaram os preços do petróleo, beneficiando empresas do setor.
Esse ambiente favoreceu investidores posicionados previamente, como Slim, que agora aproveita a valorização para ajustar posições sem abandonar a tese de longo prazo.
Movimento reflete nova fase do mercado
A venda parcial indica uma leitura mais cautelosa sobre o ciclo atual. Embora o setor ainda se beneficie de preços elevados, a volatilidade geopolítica e as incertezas sobre a economia global levam investidores a equilibrar ganhos e riscos.
No caso de Carlos Slim, a estratégia parece clara: realizar lucros em momentos de pico, mantendo exposição relevante a um setor que continua central na economia global — especialmente em um cenário de transição energética ainda incompleta.