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Biden abre caminho para pacote no Senado e impulsiona bolsas americanas

Aprovação de auxílios de 1,9 trilhão de dólares é dada como certa; S&P 500 fechou a semana em alta de 4,64% e Dow Jones em 3,57%

Por Luisa Purchio 5 fev 2021, 20h05

Uma boa notícia impulsionou o mercado financeiro americano nesta sexta-feira, 5, fazendo com que o S&P 500 fechasse a primeira semana de fevereiro em alta de 4,64%, a 3,886.83 pontos. O Dow Jones, por sua vez, fechou em alta de 3,57%, a 31.148,24 pontos. O motivo é o mesmo que tem mantido no positivo os principais índices das bolsas dos Estados Unidos: a expectativa por aumento de liquidez com mais injeções monetárias que serão dadas pelo governo americano.

Nesta sexta-feira, o otimismo dos investidores veio com a confirmação da utilização do mecanismo legislativo chamado de reconciliação orçamentária, que na prática permitirá que o pacote de estímulos de 1,9 trilhão de dólares proposto pelo presidente democrata Joe Biden seja aprovado com uma maioria simples no Senado.

Caso este instrumento não fosse aprovado, seriam necessários 60 votos de senadores, o que dificultaria a sua implementação uma vez que a casa possui 50 senadores do partido republicano e 50 do democratas. Esta é a primeira vitória de Joe Biden no Congresso americano e gera otimismo sobre um governo sem grandes reveses no âmbito legislativo. “A aprovação desses pacotes de estímulos agora é praticamente certa, e isso é muito bom para a economia”, diz Alejandro Ortiz, analista da Guide Investimentos. O texto deve ser aprovado pela Câmara dos Deputados, que possui maioria democrata.

  • As medidas são ambiciosas e visam estimular a economia em diversas frentes, passando também por compra de vacinas e testes de Covid-19. Desde o dia 5 de janeiro, quando ficou definida a “onda azul”, os ativos do mercado financeiro vêm refletindo o impacto positivo do pacote. Em janeiro, o S&P caiu 1,1% com a realização de lucros, o que é natural após um final de ano com muitas altas, mas os analistas do mercado afirmam que os incentivos fiscais têm sido e continuarão sendo essenciais para as altas do mercado financeiro e para a recuperação da crise.

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