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Bendine deixa presidência do Banco do Brasil, diz jornal

Paulo Rogério Caffarelli é a principal aposta do Planalto para assumir o cargo. Banco nega, porém, saída de executivo

Por Da Redação - 6 nov 2014, 10h34

(Atualizado às 15h30)

O executivo Aldemir Bendine deixou a presidência do Banco do Brasil, mas o anúncio oficial deverá acontecer somente após a nomeação do novo ministro da Fazenda, conforme publicou nesta quinta-feira o jornal O Globo. A publicação já havia divulgado no fim de outubro que o presidente do BB deveria ser substituído por ordem da presidente Dilma Rousseff ainda este ano.

Bendine entregou o cargo ao atual ministro da Fazendo, Guido Mantega, em meio a denúncias de que ele teria concedido financiamento em condições especiais à socialite Val Marchiori. Além disso, o ex-motorista de Bendine também afirmou ao Ministério Público Federal que teria realizado diversos pagamentos em dinheiro vivo a pedido do patrão.

Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, Bendine afirmou ao ministro Guido Mantega há um mês que seu cliclo deve terminar, em cargo que traz muito desgaste pessoal. Mantega teria pedido a Bendine que aguardasse no cargo até a escolha do seu sucessor. O atual presidente do BB está no cargo desde abril de 2009, antes mesmo do início do governo Dilma. Ainda segundo a agência, deve haver mudanças também no comando da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do BNDES no segundo mandato de Dilma.

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O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, é a principal aposta para assumir o comando do Banco do Brasil. Caffarelli é visto como um substituto natural de Bendine entre os assessores do Palácio do Planalto, uma vez que ganhou espaço e pode escolher onde quer trabalhar por causa de seu bom trabalho no Ministério da Fazenda. “O cargo será oferecido a ele e só não será dele se ele não quiser”, disse uma fonte do Palácio do Planalto ao jornal O Globo.

Em nota, o Banco do Brasil, porém, negou a saída de Bendine. “O Banco do Brasil informa que eventuais nomeações e demissões de presidentes ocorrem conforme determina o Estatuto Social da Organização. Nesse sentido, o BB nega especulações sobre ‘entrega de cargo’, e lamenta a publicação de boatos”, cita a nota.

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