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BCE vê incerteza e riscos à expansão da zona do euro

Por Da Redação 8 set 2011, 11h15

Por Cynthia Decloedt, Clarissa Mangueira e Álvaro Campos

Frankfurt – O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse que a economia da zona do euro irá crescer mais lentamente do que o previsto anteriormente e que a região “enfrenta maiores riscos de baixa”. Trichet não sinalizou, entretanto, que o banco irá evitar elevações futuras do juro.

Durante a entrevista que concede após decisões de política monetária, Trichet disse que os riscos na área econômica “são de baixa em um ambiente de particular grande incerteza”.

Os comentários sobre as perspectivas econômicas são mais pessimistas do que os feitos após a reunião anterior, quando Trichet disse apenas que as incertezas eram particularmente elevadas.

Apesar dos riscos ao crescimento, Trichet reiterou que a política monetária continua acomodatícia e disse que o banco seguirá a “monitorar de muito perto” os riscos de alta para a inflação.

Trichet observou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro desacelerou 0,2% no segundo trimestre, em comparação ao primeiro trimestre e que, como era esperado, os fatores que impulsionaram o crescimento no primeiro semestre perderam força e os efeitos adversos atrasados do terremoto no Japão e da alta dos preços do petróleo aumentaram.

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Olhando para a frente, disse Trichet, “uma série de acontecimentos parecem ter prejudicado o impulso subjacente, incluindo a moderação no ritmo do crescimento global, queda relacionada nos preços das ações e na confiança do empresariado e efeitos adversos resultantes da tensão em uma série de mercados de dívida na área soberana da zona do euro”. As informações são da Dow Jones.

Inflação

Segundo o presidente do BCE, a inflação continua elevada na Europa e deverá ficar acima de 2% nos próximos meses antes de recuar no próximo ano.

Medidas de austeridade

O presidente do BCE destacou que diversos países da zona do euro anunciaram que vão adotar medidas de austeridade adicionais para garantir que alcançarão as metas de consolidação do orçamento e também se comprometeram a fortalecer as bases legais para as regras fiscais nacionais. “Para garantir credibilidade, agora é essencial que as medidas anunciadas sejam inteiramente implementadas”.

Segundo Trichet, os governos precisam estar preparados para implementar novas medidas de consolidação, especialmente na questão dos gastos, caso se concretizem riscos relacionados ao cumprimento das metas fiscais.

Para Trichet, a consolidação fiscal e as reformas estruturais precisam andar de braços dados, para fortalecer a confiança, as projeções de crescimento e a criação de empregos.

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