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BCE reduz juros a nível histórico para tentar reanimar a economia

Por Por Ouerdya Ait-Abdalmalek
5 jul 2012, 12h01

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu a taxa básica de juros ao seu menor nível histórico, 0,75%, uma decisão muito aguardada e que representa um apoio às medidas acordadas na semana passada pelos líderes europeus para acabar com a crise.

A taxa básica havia sido reduzida em dezembro de 2011 a 1%, que já representava o menor nível na história da instituição.

A redução das pressões inflacionárias na zona do euro nos últimos meses possibilitou a redução das taxas, já que o BCE não teme um aumento dos preços ao suavizar as condições de crédito.

A decisão, já antecipada pelos mercados, foi adotada por unanimidade pela direção do BCE, disse o presidente da instituição, Mario Draghi, em uma coletiva de imprensa em Frankfurt. A taxa estava em 1% desde dezembro de 2011.

Ao reduzir a taxa, o BCE pretende abrir a torneira do crédito e, assim, reativar a economia da Eurozona, afetada pela crise da dívida e a recessão em vários países membros. Muitos analistas, no entanto, consideram a medida insuficiente.

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“Esta redução das taxas é em grande medida simbólica”, diz Jennifer McKeown, da consultora Capital Economics.

Segundo projeções divulgadas na quarta-feira por três organismos europeus de análise conjuntural (o INSEE, da França, o IFO, da Alemanha e o ISTAT, da Itália), o PIB da zona do euro se contrairá ou entrará em recessão técnica no segundo e terceiro trimestre deste ano.

A Espanha teve que pagar nesta quinta-feira juros mais altos pelos bônus a dez anos, gerando o temor de que os efeitos positivos no mercado da dívida relativos à reunião europeia da semana passada já tenham se dissipado.

Segundo muitos economistas, apenas uma intervenção forte do BCE no mercado secundário (ou seja, que a instituição volte a comprar dívida pública de seus países membros) poderia acalmar o jogo.

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O presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que os mecanismos de resgate atualmente disponíveis (o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e o Mecanismo Europeu de Estabilidade) devem ser suficientes para enfrentar as dificuldades atuais.

Na Grã-Bretanha (país que pertence à União Europeia, mas não a zona do euro), o Banco da Inglaterra (BoE) decidiu, por sua vez, manter sem mudanças a taxa básica em seu mínimo histórico de 0,5% vigente desde março de 2009. Além disso, o banco anunciou que injetará outros 50 bilhões de libras (78 bilhões de dólares, 62 bilhões de euros) na economia britânica, depois de sua reunião mensal de política monetária em Londres na qual manteve sua taxa básica de juros em 0,5%.

O BCE também reduziu em 0,25% outras duas taxas, a de depósito a um dia, que agora está em 0%, contra 0,25%, e a de empréstimo marginal, que passou de 1,75% para 1,50%.

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