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BCE mantém juros em 0,5% diante de crise

Em meio à instabilidade política em Portugal, às discussões sobre reformas econômicas na Grécia e às mudanças estruturais no Egito, os mercados agora aguardam um tom tranquilizador do presidente da instituição europeia

Por Da Redação
4 jul 2013, 12h12

O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter nesta quinta-feira as taxas de juros na zona do euro no mínimo histórico de 0,5%, diante da incerteza pela crise política em Portugal, Grécia e Egito. A instituição europeia informou ainda que manteve em 1% a facilidade marginal de crédito, taxa pela qual se empresta dinheiro aos bancos durante um dia, e em 0% a facilidade de depósito, que remunera depósitos overnight em bancos centrais nacionais.

Os mercados já esperavam esta decisão. Para o analista da agência Allianz, as taxas de juros permanecerão em 0,5% durante algum tempo pois a recuperação econômica da zona do euro vai ser lenta e a inflação ficará abaixo do objetivo de estabilidade de preços do BCE.

As atenções agora se voltam às declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, que falará ainda nesta quinta-feira sobre os planos da política monetária da instituição. A expectativa é de que o tom seja tranquilizador. Uma aceleração da inflação na zona do euro em junho e gastos do consumidor mais fortes do que o esperado na França e na Alemanha reforçam a projeção do BCE de uma lenta recuperação da zona do euro neste ano, deixando pouco espaço para justificar um corte de juros agora.

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Também nesta quinta, o Banco da Inglaterra manteve as taxas de juros no mínimo histórico de 0,5%, como esperado, e não anunciou nenhuma mudança em seu programa de estímulo econômico. O Comitê de Política Monetária do BC votou contra reiniciar seu programa de compra de títulos. Seu presidente, Mark Carney, disse que a recente alta nos yields (retorno) de títulos não é justificada pela situação da economia britânica, mas que isso pode pesar sobre suas expectativas de crescimento e inflação.

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Entre os fatores que pesam nos mercados no dia está a crise política em Portugal, após a renúncia do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e do ministro das Relações Exteriores, Paulo Portas. O agravamento da crise política no país deixou os mercados financeiros sob alerta. A rentabilidade da dívida portuguesa a dez anos disparou e superou 8%.

As negociações entre a Grécia e a ‘troika’, grupo de credores europeus, sobre o ritmo das reformas econômicas do país também pesam. Por fim, os distúrbios no Egito impulsionaram o preço do petróleo. Os mercados americanos estão fechados nesta quinta-feira devido a feriado nacional, o que pode dar um tom mais calmo ao dia.

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(com agência EFE e Reuters)

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