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BCE mantém juros e diz que programa de compra de títulos começa em 9 de março

Em coletiva, após a decisão, o presidente do BCE, Mario Draghi, reforçou que a entidade vai comprar dívidas soberanas até pelo menos setembro de 2016

O Banco Central Europeu (BCE) deixou as taxas de juros inalteradas nesta quinta-feira, mantendo-as em mínimas recordes ao mesmo tempo em que implementa um plano de impressão de dinheiro em larga escala com o objetivo de tirar a inflação dos índices negativos. A decisão de deixar o custo de empréstimos em mínimas recordes era amplamente esperada depois que o BCE cortou os juros em setembro do ano passado.

Na reunião desta quinta-feira, realizada no Chipre, o BCE deixou a taxa referencial de refinanciamento, que determina o custo do crédito na economia, em 0,05%. O BCE também manteve a taxa sobre depósitos em -0,20%, o que significa que bancos precisam pagar para manter fundos no banco central, e manteve sua taxa de empréstimo em 0,30%.

O BCE também anunciou que começará seu novo programa de compra de títulos soberanos em 9 de março, esperando que a injeção de dinheiro novo na combalida economia da zona do euro impulsione o crescimento e eleve a inflação.

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Em coletiva, após a decisão, o presidente do BCE, Mario Draghi, reforçou que a entidade vai comprar dívidas soberanas até pelo menos setembro de 2016. “Vamos começar em 9 de março de 2015 a comprar títulos do setor público denominados em euro no mercado secundário. Também continuaremos a comprar títulos lastreados em ativos e bônus cobertos, o que começamos (a fazer) no ano passado”, disse.

As compras vão começar no momento em que a zona do euro mostra sinais de aceleração do crescimento com importantes indicadores de consumo, dentre outros, superando as expectativas desde que o BCE apresentou o plano de compra de ativos em 22 de janeiro.

O BCE planeja gastar 60 bilhões de euros (66,74 bilhões de dólares) por mês comprando títulos soberanos e alguns ativos do setor privado. A medida deve injetar um montante superior a 1 trilhão de euros à economia do bloco até o ano que vem.

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PIB – Nesta quinta-feira, o BCE elevou suas projeções de crescimento econômico, mas cortou a estimativa de inflação para 2015 a zero, refletindo o impacto da forte queda nos preços de petróleo e a fraqueza do euro no ano passado.

O banco central agora prevê que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vai acelerar a 1,5% em 2015 ante 0,9% no ano passado e acima de sua projeção anterior de 1% em dezembro. O BCE projeta expansão do PIB de 1,9% em 2016, acima da estimativa em dezembro, e de 2,1% em 2017.

(Com agência Reuters)