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BCE aumenta projeção de recuo da economia da zona do euro

PIB da região deve encolher 0,6% neste ano; autoridade monetária também manteve a taxa de juros em 0,5%, assim como deixou taxas bancárias em valores mínimos

Em sua reunão mensal de política monetária, nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua previsão para a economia da zona do euro este ano após meses de dados decepcionantes sobre o desempenho da região. Em março, o BCE apontava uma retração de 0,5% na economia do bloco – agora, a expectativa é de uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,6%. Na reunião, o banco também decidiu manter a taxa de refinanciamento dos países do euro em 0,5%. A taxa está em vigor desde maio e nunca esteve em um nível tão baixo.

Por outro lado, O BCE está otimista em relação ao crescimento da zona do euro em 2014: a autoridade monetária, que anteriormente acreditava em uma expansão de 1%, agora prevê que a economia do bloco cresça 1,1% no ano que vem. Apesar do pessimismo em relação a 2013, o presidente da instituição, Mario Draghi, espera que a economia comece a se recuperar neste ano, ajudada pelo progresso da zona do euro na redução de déficits orçamentários e pela gradual melhora dos mercados financeiros.

Draghi também frisou que a política “acomodatícia” do bloco – que garante alta quantidade de dinheiro disponível para empréstimos – “continuará pelo tempo que for necessário” para garantir a recuperação.

Refinanciamento – Na reunião desta quinta-feira, o BCE também manteve em 0,5% ao ano os juros de refinanciamento, a principal taxa de juros da zona do euro. O patamar da taxa está em vigor desde maio e é seu nível histórico mais baixo. Esta decisão não significa nenhuma surpresa para os economistas, que não esperavam nenhum gesto novo da instituição monetária.

O comprometimento de Draghi com uma política “acomodatícia” não deve trazer a ameaça da alta dos preços, segundo o BCE. O banco revisou para baixo suas previsões para a inflação este ano para 1,4%, ante 1,6% na previsão de três meses atrás, devido principalmente à queda nos preços do petróleo. A previsão para o ano que vem continua sendo de inflação a 1,3%.

A autoridade monetária também manteve a nível zero a taxa de depósitos, que é paga aos bancos sobre os recursos que eles deixam depositados, assim como deixou inalterada a taxa de empréstimos marginal em 1%, também conforme o esperado.

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(com Estadão Conteúdo)