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BC tem resultado em torno de R$ 10 bi de janeiro a maio

Por Da Redação 5 jun 2012, 15h59

Por Anne Warth, Eduardo Cucolo e Fernando Nakagawa

Brasília – O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que o BC registrou um resultado positivo em torno de R$ 10 bilhões de janeiro a maio deste ano. No ano passado, de janeiro a dezembro, o resultado foi positivo em R$ 23,5 bilhões, sendo R$ 12,2 bilhões no primeiro semestre e R$ 11,3 bilhões no segundo semestre. Tombini participa de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento da Câmara dos Deputados.

Já o custo de carregamento das reservas nos primeiros cinco meses deste ano foi de R$ 4,9 bilhões, com média mensal de cerca de R$ 1 bilhão. Em todo o ano de 2011, o custo de manutenção das reservas internacionais chegou a R$ 30,6 bilhões, com média mensal de R$ 2,5 bilhões.

Se levada em conta a valorização do ativo, nos primeiros cinco meses do ano o BC registrou variação positiva de R$ 62 bilhões, devido à valorização do dólar. No ano passado, a variação foi positiva em R$ 43,3 bilhões, sendo que, no primeiro semestre, a variação foi negativa em R$ 44 bilhões e, no segundo semestre, positiva em R$ 87,8 bilhões. Segundo Tombini, o País constituiu importantes reservas em moeda estrangeira e local, como os depósitos compulsórios, que estão hoje próximos de R$ 400 bilhões. Em relação às reservas, disse que 20% dos recursos estão em moedas que não são o dólar.

Dívida pública – De acordo com o presidente do BC, a relação dívida/PIB está emprocesso de queda “que nos deixa muito bem preparados nesse momento em que a questão fiscal é o centro das atenções”. “Temos outros países com situação fiscal bem pior que a brasileira, que melhorou muito nos últimos anos.”

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Tombini citou o movimento de fortalecimento do dólar no último mês e meio e disse que as operações de swap são um instrumento importante de atuação da autoridade monetária no mercado de câmbio.

O presidente do BC afirmou também que o Brasil tem um sistema financeiro sólido (com índice de Basileia em torno de 16%, acima do necessário) e um risco soberano em queda, que facilita o financiamento do Estado e também das empresas. Citou ainda que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional disseram recentemente que o sistema financeiro no Brasil é estável e com baixo risco de liquidez.

Juros em queda também no longo prazo

Segundo Tombini, as taxas de juros de prazos mais longos também entraram no patamar de um dígito, acompanhando o movimento da taxa básica de juros. Ele citou a taxa de juros de um título hipotético com prazo de cinco anos sem cupom, que caiu de um patamar de 13% ao ano em agosto de 2011 para menos de 10% ao ano em junho de 2012.

“Vemos o Brasil experimentando taxas de um dígito. Não só a taxa de política monetária. As taxas de juros de mais longo prazo já entram nesse patamar, o que não tínhamos visto ainda”, afirmou.

Tombini também destacou o País como um dos principais destinos de investimentos estrangeiros diretos (IED), em níveis comparáveis com EUA e China. Citou os quase US$ 70 bilhões que entraram em 2011. O México, segundo economia da América Latina, atraiu US$ 19 bilhões no mesmo período. “O déficit em conta corrente é mais que financiado por esse fluxo.”

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