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BC sofre asfixia financeira e administrativa, afirma Campos Neto

Presidente do Banco Central citou dificuldades da autoridade monetária, que conta com autonomia de decisões desde 2021, mas sem independência financeira

Por Juliana Machado Atualizado em 17 Maio 2024, 17h38 - Publicado em 17 Maio 2024, 14h54

O Banco Central sofre atualmente uma asfixia financeira e administrativa que atrapalha muito a autoridade monetária, afirmou nesta sexta-feira, 17, o presidente da entidade, Roberto Campos Neto, durante a Conferência Anual do BC com participação dos ex-dirigentes Gustavo Loyola, Gustavo Franco, Persio Arida e Pedro Malan.

“O Banco Central sofre asfixia financeira e administrativa que nos atrapalha muito e que é um grande problema. Eu vejo isso como um grande problema, um dos grandes desafios”, disse ele, ao agradecer as menções dos participantes sobre a autonomia do BC. “Se por um lado tivemos ganhos institucionais, alguns problemas crônicos não foram resolvidos.”

Durante a apresentação realizada hoje, os ex-presidentes do BC teceram comentários sobre as dificuldades enfrentadas durante a implementação do Plano Real para controle da inflação — um desafio que permanece sendo relevante, segundo eles, até hoje.

“Espero que tenhamos ficado livres para sempre de tentativas de adotar comportamentos lenientes em relação à inflação. É uma tarefa inesgotável. A agenda para o país após derrota da inflação se confunde com a prória agenda de desenvolvimento econômico, social e institucional do país”, afirmou Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e presidente do BC durante o governo de Itamar Franco.

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Para Persio Arida, ex-dirigente do BNDES e do BC também na década de 90, “certamente o entendimento mudou” e hoje o Brasil tem um BC independente, “uma consolidação e inspiração antiga, que vem desde a concepção do Plano Real”. De acordo com ele, porém, o que o país ainda enfrenta é o risco populista fiscal.

“Nosso tripé macro é manco porque a perna fiscal sofreu e as perspectivas não são boas. Sempre há perspectiva de que será diferente, e existe uma esperança de que em 2026 ou 2027 tenhamos uma postura fiscal radicalmente diversa da atual, mas é difícil pensar numa estabilização [da inflação] com déficits crescentes e ameaça populista por um período longo de tempo”, disse.

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