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BC não consegue frear alta do dólar, que fecha a R$ 1,91

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – O dólar no balcão rompeu para cima a marca de R$ 1,90, com os investidores voltando a fazer suas operações de proteção, após o retorno do Banco Central ao mercado de câmbio via leilão de swap. A moeda norte-americana no balcão subiu 3,52%, cotada a R$ 1,9100, a maior cotação desde 17 de julho de 2009, quando atingiu R$ 1,9280. Logo após abrir em disparada e cravar a máxima de R$ 1,952, alta de 5,80%, o BC anunciou o leilão de swap cambial e a moeda dos Estados Unidos perdeu fôlego. Na mínima, o dólar balcão desceu a R$ 1,8450.

A notícia foi bem recebida pelo mercado, que vinha há dias forçando a cotação da moeda para cima na tentativa de trazer a autoridade monetária de volta à arena. Mas a atuação do BC pela manhã não foi suficiente para conter a escalada do dólar. Segundo operadores, a tendência da moeda norte-americana continua sendo de valorização devido à onda de aversão ao risco que está varrendo o mundo. Apenas neste semana, o dólar balcão acumulou ganho de 10,40%. No mês, a valorização chega a 19,82%, e no ano, a 14,78%.

Na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,8940 com alta de 2,35%. Na mínima, atingiu R$ 1,8440 e na máxima subiu para R$ 1,9030. Na semana, a divisa dos EUA se apreciou 9,76%, no mês, 19,04%, e no ano, 13,89%. O BC ofertou pela manhã 112.290 contratos de swap cambial (cerca de US$ 5,5 bilhões) em um leilão realizado das 10h45 às 11 horas.

No mercado internacional, o euro reduziu bastante as perdas ante o dólar após o Financial Times informar que a União Europeia tentará recapitalizar mais rapidamente 16 bancos do bloco. As instituições listadas na reportagem ficaram perto de falhar nos testes de estresse realizados em julho e são de médio porte.