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BC japonês deve manter política monetária diante de eleição grega

Por Da Redação 11 jun 2012, 09h25

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 11 Jun (Reuters) – O Banco do Japão (banco central) provavelmente manterá a política monetária inalterada na sexta-feira a fim de guardar seu poder de fogo em caso de a Grécia iniciar uma nova agitação, depois que o mercado se acalmou com o acordo feito pela zona do euro para apoiar os bancos espanhóis.

As eleições nacionais da Grécia no domingo podem levar Atenas a deixar a zona do euro. Se isso aborrecer os mercados financeiros, a primeira linha de defesa do BC japonês seria fazer grandes injeções para acalmar os mercados de dinheiro de Tóquio.

Uma nova onda de aversão ao risco global pode levar os investidores a buscar novamente o yen, forçando-o a um novo recorde de alta. Sob tal cenário, o BC do Japão provavelmente expandirá o programa de compra de ativos de 40 bilhões de yens, sua principal ferramenta de política, depois que cortou as taxas de juros para uma banda de zero a 0,1 por cento durante a crise financeira global.

Se isso for feito, pode aumentar a maturidade dos títulos governamentais para além das metas do BC, atualmente de três anos.

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Enquanto isso, no entanto, o BC deve manter a política monetária nas reuniões desta semana, que serão concluídas na sexta-feira, antes das eleições gregas no domingo, da cúpula das 20 principais economias do mundo (G20), de uma reunião do Federal Reserve (banco central norte-americano) na próxima semana e de uma cúpula da União Europeia (UE) no final de junho.

“As autoridades na Europa devem evitar uma crise financeira, mas estão fazendo apenas medidas de curto prazo, não correções de fundamentos”, afirmou o economista-chefe do Norinchukin Research Institute em Tóquio, Takeshi Minami.

“A menos que haja uma forte queda nos preços das ações e o yen suba esta semana, espera-se que o BC japonês mantenha as políticas a fim de monitorar os efeitos das recentes medidas de afrouxamento.”

O BC afrouxou as políticas em fevereiro e estabeleceu uma meta de inflação de 1 por cento para impulsionar uma economia afetada por deflação por mais de duas décadas. A autoridade monetária afrouxou as políticas novamente em abril.

O BC tem falado repetidamente que está pronto para afrouxar ainda mais as políticas em caso de ameaças às perspectivas econômicas, apesar de o presidente Masaaki Shirakawa ter tentado diminuir as expectativas frequentes de afrouxamentos.

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