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BC já fala em PIB de 3,3% no terceiro trimestre

Perspectiva otimista leva em consideração as melhorias no nível de atividade econômica nos primeiros meses de 2013

Por Da Redação 21 fev 2013, 14h40

O diretor de política econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, disse, nesta quinta-feira, que o único segmento da demanda no Brasil que mostra fragilidade é o investimento. “Tivemos um problema de oferta no ano passado.” Isso teve impacto no nível de atividade, mas, segundo dados que já são conhecidos, o BC vê a economia do primeiro trimestre deste ano mais “em linha” com as suas projeções.

“As informações disponíveis até agora mostram que a atividade do primeiro trimestre está mais em linha com nossa expectativa”, disse Hamilton, lembrando que o BC projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) chegará a uma expansão de 3,3% em 12 meses no terceiro trimestre deste ano.

Para 2012, a expectativa para crescimento do PIB é de 1% – ontem o índice IBC-Br indicou uma possível expansão de 1,35%. Com relação ao cenário externo, a visão do BC é de crescimento moderado da economia global em 2013, com melhora em 2014. Já as commodities ficarão “razoavelmente comportadas”, neste ano, disse ele.

O diretor do BC aproveitou para ressaltar a atuação do BC. Perguntado se a credibilidade da instituição não estaria desgastada, o que poderia levar os agentes a não comprarem o discurso mais duro do BC das últimas semanas, o diretor do BC disse que não conhece nenhum indicador de credibilidade, mas que se a credibilidade do BC for medida pelo cumprimento do objetivo, “estamos na máxima histórica, com nove anos de acerto.”

Nas últimas semanas, principalmente após a divulgação da inflação de janeiro, o BC adotou um tom mais duro, sinalizando que os ciclos econômicos não foram abolidos e que a política monetária pode ser ajustada caso o BC entenda necessário. O mercado reagiu a isso com alta das taxas de juros e ligeira queda das projeções de inflação no Boletim Focus. Mas muitos analistas ainda levantam dúvida sobre se de fato o BC subiria a Selic no caso de a inflação se mostrar persistentemente elevada.

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(Com Estadão Conteúdo)

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