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BC já avalia a venda do Banco Cruzeiro do Sul

Banco Central procura uma "solução de mercado" para os problemas da instituição financeira; BTG, que negociava aquisição, desistiu na última hora

Por Benedito Sverberi 4 jun 2012, 16h49

Rombo de 1,3 bilhão de reais no Banco Cruzeiro do Sul foi descoberto em março

BC pediu ajustes aos controladores, que, no entanto, não cumpriram as exigências

O Banco Central já estuda a venda do Banco Cruzeiro do Sul depois ter descoberto um rombo de 1,3 bilhão de reais em seu balanço e após decisão de colocá-lo em Regime de Administração Especial Temporária (Raet). O site de VEJA apurou que o BC procura “solução de mercado” para o caso. “O BC avalia a venda, está verificando qual seria o preço correto, quem seriam os interessados, etc”, afirmou fonte.

O próprio RAET – que corresponde a uma intervenção do BC na gestão do banco, sem descontinuidade de suas operações – pode ser visto como um primeiro passo para o negócio. Neste regime, os mandatos dos antigos administradores ficam extintos e o FGC, que agora comenda a gestão, pode a qualquer momento vender a instituição financeira, sob a orientação do BC. “O exemplo clássico para a situação em que o Cruzeiro do Sul se encontra hoje é o do Banco Nacional. Em 1995, ele entrou em RAET e, pouco depois, teve sua venda ao Unibanco costurada pelo Banco Central”, explicou outra fonte ouvida pelo site de VEJA. Nesta situação, os controladores são obrigados a aceitar a decisão oficial, inclusive nos termos em que for acordada.

BTG – Nos últimos dias, houve rumores no mercado de que o banco BTG Pactual, de Andrés Esteves, o mesmo que adquiriu o PanAmericano, estava perto de fechar negócio com Luís Octávio Índio da Costa, que até semana passada presidia o Cruzeiro do Sul. O BTG divulgou comunicado ao mercado na sexta-feira afirmando apenas que “tem mantido entendimentos” sobre alternativas estratégicas para seus negócios, sem citar a instituição financeira. Nesta segunda-feira, a coluna Radar On-line informou que a transação não foi fechada por pouco e que Esteves já mira o Banco Votorantim como alternativa.

A descoberta – O rombo no banco Cruzeiro do Sul foi identificado em março pelo Banco Central, acrescentaram as fontes. A autoridade monetária pediu ajustes urgentes aos controladores, que, no entanto, não cumpriram as exigências. “Por alguma razão, eles não conseguiram atendê-las”, diz a fonte. O BC não teve outra saída que optar pela implantação do RAET, afastar os controladores da gestão e dar início a ajustes internos para tentar melhorar a situação financeira do banco. “É uma medida saneadora”, diz a fonte.

Punição – Os antigos administradores do Cruzeiro do Sul podem ser acionados judicialmente pelas práticas identificadas pelo BC em suas carteiras. “Dependendo do problema, eles podem sofrer sanções administrativas do BC. Se for comprovada alguma ilegalidade, eles serão acionados judicialmente e podem ser responsabilizados”, finaliza a fonte.

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