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BC eleva projeção de alta de preço administrado em 2011

Por Da Redação 28 jul 2011, 10h40

Por Fabio Graner e Adriana Fernandes

Brasília – O Banco Central elevou de 4,6% para 4,9% sua projeção de alta nos preços administrados em 2011 e de 4,3% para 4,4% para 2012. A autoridade monetária reduziu de 2,9% para 0,9% a projeção de reajuste do preço da telefonia fixa em 2011, mas elevou de 2,8% para 4,1% a expectativa de alta nos preços da energia elétrica neste ano. As demais projeções foram mantidas.

O Comitê de Política Monetária (Copom) avalia que os choques de oferta, domésticos e externos, que afetaram a inflação, já foram incorporados aos preços ao consumidor. Na ata da reunião anterior, o Copom dizia que “grande parte” dos efeitos haviam sido incorporados aos preços ao consumidor.

A autoridade vê sinais de melhora no cenário para a inflação futura, mas ainda menciona os riscos que existem para que a convergência à meta se concretize.

“(O Comitê) avalia como relevantes os riscos derivados da persistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda, apesar dos sinais de que esse descompasso tende a diminuir. Destaca, além disso, a estreita margem de ociosidade dos fatores de produção, especialmente de mão de obra, e pondera que, em tais circunstâncias, um risco muito importante reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação”, afirmou Banco Central (BC) na ata.

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O Copom também destacou que, desde abril, os preços de commodities mostram certa acomodação.

Ritmo incerto

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) retirou a expressão “ritmo incerto” ao comentar a moderação da demanda. No documento, divulgado hoje, os integrantes do Copom destacam que está em curso um processo de moderação da expansão da demanda doméstica, que continuará a ser favorecido pelo vigor do mercado de trabalho.

Para o Banco Central (BC), são favoráveis as perspectivas para a atividade econômica. Essa avaliação, de acordo com o BC, encontra suporte em sinais da economia que, apesar de indicarem certo arrefecimento, apontam que a expansão da oferta de crédito tende a persistir tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

A ata destaca ainda para sustentar a avaliação o fato de que a confiança de consumidores e de empresários se encontra em níveis historicamente elevados, a despeito de acomodação na margem, entre outros fatores. “O Comitê entende, adicionalmente, que o dinamismo da atividade doméstica continuará a ser favorecido pelo vigor do mercado de trabalho, que se reflete em taxas de desemprego historicamente baixas e em substancial crescimento dos salários”.

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