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BC do México surpreende e reduz taxa de juros para mínima histórica de 3%

A autoridade monetária justificou o corte de 0,5 ponto porcentual devido ao baixo crescimento do país; economistas esperavam manutenção

O Banco Central do México surpreendeu nesta sexta-feira ao reduzir as taxas de juros para a mínima histórica, de 3%. A autoridade monetária cortou o juro básico da economia mexicana em 0,5 ponto porcentual apesar de economistas terem apostado, por unanimidade, em manutenção da taxa.

O Banco do México tomou a decisão argumentando que a frágil economia deu espaço para um corte com o objetivo de estimular o crescimento sem pressões inflacionárias. “Dada a maior margem de folga na economia, a convergência eficiente da inflação para 3% é viável com uma taxa de juro de referência mais baixa”, informou o BC.

O órgão sinalizou que não deve haver mais cortes nas taxas, sugerindo que custos mais baixos não seriam prudentes diante das expectativas de que os Estados Unidos iniciem um ciclo de aperto e de que o crescimento se acelere no México.

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A autoridade monetária disse que os riscos à inflação melhoraram. A inflação anual tem desacelerado desde que ultrapassou o limite de 4% do BC em janeiro, devido principalmente a novos impostos sobre refrigerantes e “fast food”. Mas o BC afirmou que ainda existem riscos de que o crescimento econômico possa piorar.

Crescimento – A segunda maior economia da América Latina, ficando atrás apenas do Brasil, cresceu apenas 0,3% no primeiro trimestre na comparação com os três últimos meses de 2013, levando o governo no mês passado a reduzir suas expectativas para o crescimento anual em 2014 para 2,7%, ante 3,9%.

O BC disse que, apesar de exportações mais fortes, ainda está preocupado com uma fraqueza nos gastos domésticos e uma queda no crescimento econômico em março. No mês passado, autoridades disseram que agora esperam que haja capacidade ociosa na economia até o próximo ano, o que evitaria que o crescimento alimentasse pressões inflacionárias.

(com agência Reuters)