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BC diz que queda dos juros traz desafio aos bancos

Em seu Relatório de Estabilidade Financeira, instituição destaca que a trajetória de queda dos juros beneficia clientes, mas vai requerer adaptação dos bancos

Por Da Redação 2 out 2012, 16h24

O Banco Central (BC) admitiu nesta segunda-feira que a trajetória de queda das taxas de juros no país, que teve início em agosto de 2011, representa um desafio para as instituições financeiras. A afirmação consta do novo Relatório de Estabilidade Financeira do BC referente ao primeiro semestre de 2012.

A autoridade monetária comemora o fato de que este quadro ajuda a população, pois o comprometimento da renda dos clientes bancários diminuiu à medida que a taxa básica de juros (Selic) recua. Contudo, os bancos se veem obrigados a adotar estratégias de adequação a um cenário de menores “spreads” (diferença entre os juros básicos da economia e as taxas cobradas dos clientes finais) e “busca de ativos com maior rentabilidade e, por conseguinte, maior risco”, detalha o documento.

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bancos públicos, que têm contribuído para acelerar este processo de diminuição dos spreads com o impulso que dão à competição no segmento.

Cenário externo – Outro desafio que tem de ser acompanhado de perto pelos bancos, conforme recomendação do BC, diz respeito à deterioração das finanças internacionais. “Faz-se oportuno ressaltar que o cenário externo continua sendo acompanhado, a fim de evitar que eventual deterioração da crise internacional afete negativamente a economia doméstica”.

O BC diz que tem procurado aperfeiçoar sua estrutura regulatória e de supervisão – quer seja por meio da melhoria dos instrumentos instituídos, tais como a ampliação da quantidade de clientes identificados no Sistema de Informações de Crédito do BCB (SCR), quer seja pelo aprimoramento dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE) – para monitorar e alertar para os riscos do sistema.

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Apesar dos riscos, o órgão assegura que o sistema financeiro nacional permanece sólido. “Manteve-se elevado o índice de liquidez do sistema, demonstrando capacidade para fazer frente a eventuais restrições de recursos, mesmo em situações de estresse”, diz o BC no documento.

Inadimplência – Apesar da alta vista nos primeiros seis meses do ano, dados recentes já mostram queda da inadimplência no segundo semestre, segundo o diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles. Ele salientou que as provisões dos bancos cobrem “com folga” as operações vencidas, já que o índice estava em 1,6 em junho. Isso quer dizer que, para cada um real emprestado, o banco possui 1,6 real de provisão.

A alta do calote, salientou o diretor, contribuiu para que o lucro dos bancos fosse menor nos primeiros seis meses de 2012. “Houve queda de rentabilidade, mas o setor continuou rentável em patamares adequados”, avaliou. “Houve maior despesa de provisão por causa de inadimplência, mas são números bastante robustos e adequados para o sistema”, reforçou.

Anthero comentou que o BC continuou implementando uma série de mudanças, como a análise de dados sobre os devedores com dívidas acima de 1.000 reais – antes o patamar era de 5.000 reais. “Isso trouxe um volume maior para análise de crédito pelo BC”, considerou.

(com Agência Estado)

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