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BC da China eleva taxas de empréstimos para bancos

Medida é um passo adicional para apertar as condições monetárias no país

Por Da Redação 29 dez 2010, 09h50

Movimento complementa o aumento das taxas de depósito e de empréstimo, anunciado no último sábado

O Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) elevou as taxas de refinanciamento e de redesconto, tornando mais caro para os bancos pegarem dinheiro emprestado do BC chinês. A medida pode intensificar o aperto de liquidez enfrentado pelos bancos chineses, na tentativa de limitar a liquidez e controlar a inflação, que no mês passado subiu 5,1%.

O PBOC afirmou, em comunicado em sua página na internet, que aumentou a taxa de refinanciamento de um ano – taxa de juros que a autoridade monetária cobra quando empresta dinheiro aos bancos – em 0,52 ponto porcentual, para 3,85% ao ano. A taxa de redesconto – que os bancos pagam quando tomam dinheiro emprestado do banco central por meio da venda de suas notas comerciais em bases de curto prazo – foi elevada em 0,45 ponto porcentual, para 2,25% ao ano.

O movimento é um passo adicional para apertar as condições monetárias no país e complementa o aumento das taxas de depósito e de empréstimo, anunciado no último sábado. No passado, o banco central chinês ajustou algumas vezes as taxas de redesconto e de refinanciamento junto com as mudanças nas taxas de depósitos e de empréstimos.

Os aumentos das taxas se tornaram efetivos no domingo. Os bancos estão enfrentando escassez de liquidez na China devido à elevada demanda de dinheiro. Os vários aumentos da taxa de reserva exigida pelo banco central chinês também ajudaram a ampliar o aperto.

Nesta quarta-feira, o governo de Pequim aumentou o salário mínimo em 20%, como resposta ao aumento persistente de preços.

(Com Agência Estado)

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