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BC da China desiste de intervenções diárias no câmbio

Para presidente do órgão chinês, o yuan, as taxas de juros e os capitais se movimentam no mercado de acordo com a oferta e a procura, e não por influência do governo

Por Da Redação - 19 nov 2013, 15h30

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), o BC do país, pretende não realizar mais as intervenções diárias no mercado de câmbio antes de estabelecer uma taxa de câmbio flutuante com base no mercado, disse o presidente do PBoC, Zhou Xiaochuan, como parte da recente Terceira Sessão Plenária do Partido Comunista. Em documento sem maiores detalhes, Zhou descreveu um sistema financeiro em que o yuan, taxas de juros e os capitais se movem de acordo com a demanda e a oferta, e não mais por influência do governo.

Ainda no documento, Zhou reiterou o compromisso de Pequim de manter o yuan “basicamente estável, num nível razoável e equilibrado”, mas também falou numa moeda “mais flexível”. “Vamos, de forma organizada, ampliar a banda diária de negociação do yuan e aumentar a flexibilidade (da moeda)”, afirmou Zhou.

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Analistas dizem que as ambiciosas propostas que emergiram da reunião do Partido Comunista, realizada entre 9 e 12 de novembro, ainda precisam ser elaboradas, aprovadas e implementadas pelo governo, embora acredita-se que as reformas financeiras estejam num estágio mais avançado que outras áreas, as quais ainda devem passar por desregulamentação.

Segundo Zhou, as restrições e o processo de aprovação dos programas para investidores institucionais estrangeiros e domésticos serão removidos assim “que as condições permitirem”.

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Separadamente, o vice-presidente do PBoC, Yi Gang, disse que o BC chinês vai lançar um programa de testes que permita investimentos individuais em carteiras no exterior. Os comentários de Zhou e Yi foram feitos em um estudo para a chamada “Decisão”, um plano de reformas de 60 itens divulgado na última sexta-feira.

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(com Estadão Conteúdo)

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